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A linguagem cristã nos sinais de rádio vindos do espaço (FRB)



    A linguagem talvez seja uma palavra tão ampla quanto a própria comunicação, pois, age como propulsora da reação vital, ou seja, se algo move, se algo vive, se algo pensa, e porque reagiu pela propulsão de uma linguagem que lhe trouxe uma informação, como uma pedra que se desloca na linguagem da gravidade, como uma semente que brota pela linguagem da vida nas informações lhe trazidas pela luz e pelo solo, tudo é comunicação que se processa através da linguagem.
      A ciência da linguagem é a semiótica, ao qual, embora sendo eu, um hermeneuta no ofício de interpretar o direito e a justiça há quase três décadas, não me vejo ainda, nem mesmo como um neófito semiólogo, mas, como um aspirante, encantado por uma estrutura comunicativa que me soa como música, e, foi plantada pela arte de dois incríveis semiólogos, Lúcia Santaella e Winfried Nöeth, que em suas aulas me pareceram apresentar, a língua das estrelas e dos astros, que me permite hoje, reagir com consciência à linguagem da comunicação universal, aqui interpretada sob a linguagem cristã, resgatando a ideia trazida pelas palavras do apóstolo Paulo, se não tenho o dom de falar línguas, sinto em mim, o dom de interpretá-las (1Cor 12,7b).
      E no processo da comunicação universal que o ocorre a cada instante, a música conduzida pela teia da semiótica, me colocou ao lado de um dos maiores fenômenos de comunicação desses tempos, vividos pela comunidade científica mundial, o da linguagem emitidas por pequenos sinais de rádios, conhecidos como fast radio bursts – FRB ou, rajadas rápidas de rádio – RRR que, distante dos fundamentos técnicos da astronomia, prefiro nomeá-los como lampejos de rádios ou mesmo, faíscas de radio.
     Faíscas porque se assemelham ao fenômeno como o de se entrar em uma sala escura, e ao se ligar a luz, percebe-se um breve brilho no interruptor, uma faísca, que dura um segundo. O fenômeno do FRB é semelhante, no entanto, ele é menor aproximadamente à duzentas vezes à faísca do interruptor, pois, ele dura apenas cinco milésimos de segundos, mas produz uma energia equivalente a energia produzida por dez mil anos da energia produzida pelo sol "'Essas explosões deram mais energia em um milissegundo do que o sol em 300.000 anos', disse o principal pesquisador da Universidade de Manchester, na Inglaterra Dan Thornton" (REED, 2013, § 3º) [Tradução Nossa].
      Esse fenômeno vem sendo acompanhado pelo homem desde o início do novo milênio ao se perceber ondas que atravessaram o espaço sideral há alguns anos atrás, ou seja, não é perceptível em tempo real, embora micro, como uma poderosa onda que é, era associado à ondas emitidas pela energia de um cataclisma gerado no evento de um choque de duas estrelas de nêutrons, pois, até 2012, o homem só tinha identificado 12 fenômenos desses, de forma individualizada, mas, nos últimos anos, esse fenômeno virou a astronomia de cabeça para baixo, ao surpreendê-la com a descoberta de mais cinco fenômenos vindo de uma única fonte, como ondas pulsantes, o que confundiu a ideia do cataclisma, e os cientistas não sabem explicar nem a origem do FRB, nem a fonte de onde vem, por isso, "as rajadas de rádio ultra-poderosas são o mistério mais desconcertante para a astronomia" (GIBNEY, 2016, § 5º) [tradução nossa], levando os, atônitos e perplexos estudiosos a perguntarem: o que é tão poderoso para produzir um sinal desses?
      Esse fenômeno no processo de comunicação, é conhecido na semiótica como primeiridade, pois, “dá à experiência sua qualidade….é aquilo que é tal qual é, independentemente de qualquer coisa” (SANTAELLA, 2012, p. 78 ), que se confronta e joga por terra a hipótese de cataclisma, compondo a secundidade da semiótica, que se completa com a síntese intelectual, chamada de terceiridade, pelas palavras de Paulo quando diz que a sabedoria de Deus confunde os sábios (Cf. 1Cor 1,27), cujo trabalho de interpretar a linguagem desse fenômeno sob o olhar cristão, foi dado a este louco (ibid.) e, ai deste louco, se tentar ocultar sua loucura aos homens (1Cor 9,16b).
      Para análise do fenômeno que a semiótica denomina de signo, se vai buscar o seu significante a partir do contexto atual, em que a igreja católica celebra o anúncio da chegada de um Rei que sendo Deus, se faz pequeno como homem, gestante no seio da pequenêz de uma Virgem (Lc 1,48), cuja atualidade do fenômeno traz o seguinte preceito de secundidade: “pede para você um sinal ao Senhor seu Deus, nas profundezas da mansão dos mortos ou na sublimidade das alturas” (Is 7,11), mas, diante da incredulidade do mundo, Deus mesmo se adianta a dizer: "Pois saibam que o Senhor lhes dará um sinal: A jovem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará pelo nome de Emanuel. O Senhor há de trazer para você, para o seu povo e para toda a família do seu pai, dias de felicidade como nunca houve desde o dia em que Efraim se separou de Judá” (Is 7,14.17), pois, chegou ao fim os sofrimentos sem complacência pela indiferença do homem, que trouxe a destruição e ruína, fome e guerra e, deixou seus filhos caídos pelas esquinas, totalmente entregues e desfalecidos, tal como a caça que caiu na armadilha (Cf. Is 51,17-18).

A primeira secundidade nos FRBs

      Considerado o contexto cristão na atualidade do fenômeno FRB, a primeira secundidade para a linguagem cristã, diante da primeiridade que lhe traça a caraterística de um faísca ínfima, portanto, pequeníssima e ao mesmo tempo poderosa coma energia de dez mil anos do sol, vem apresentado por Mateus quando confirma Paulo ao afirmar que, diferente do mundo que espera um super-homem, Deus se mostra pequeno e compara o Reino dos Céus, com o grão de mostarda: embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos (Mt 13,32).

A segunda secundidade nos FRBs

      Um lampejo que atravessa o espaço sideral que não permite se identificar a origem, nem o que é, como nas palavras de Mateus quando diz que esse Reino “virá como o relâmpago que sai do oriente e brilha até o ocidente” (Mt 24,27), uma onda que viaja seis bilhões de anos luz, e chega até o homem, pequenina, duzentas vezes menor do que uma faísca, mas, poderosa como o brilho de quinhentos milhões de sóis, se é loucura para os doutos, para os pequenos é um sinal.

"Um dos enigmas é que os dois sinais retratam imagens diferentes da fonte subjacente, que parece ser de até 10 bilhões de anos-luz (3,2 gigaporsegs) de distância. Considerando que a explosão de rádio durou apenas alguns milissegundos, o sinal de raios-γ durou entre dois e seis minutos, e libertou muito mais energia no total do que a explosão de rádio. "Nós estimamos que a energia seja de mais de um bilhão de vezes". (FOX apud GIBNEY, 2016, § 6º)[tradução nossa].
A terceira secundidade nos FRBs

      Ele não aparece em tempo real, mas só é percebido depois de anos, lembrando o diálogo de Moisés com Deus, que diante de tanta aflição e descrença do povo, lhe pedia um único sinal da sua Glória ao que lhe responde: "Você não poderá ver o meu rosto, porque ninguém pode vê-lo e continuar com vida. Quando a minha glória passar, eu colocarei você na fenda da rocha e o cobrirei com a palma da mão, até que eu tenha passado. Depois tirarei a palma da mão e me verás pelas costas. Minha face, porém, você não poderá ver (Ex 33, 20.22-23), Deus colocou o homem diante da fenda do espaço, com telescópios e sensores de rádio, mas com a sua destra, os tampa enquanto passa, para que a sua Glória só seja vista depois de sua passagem, como nos lembra o centurião na cruz, que só depois da morte de Jesus o reconhece: "de fato, ele era mesmo Filho de Deus!" (Mt 27,54b).

A quarta secundidade nos FRBs

     O mais intrigante mistério nas descobertas de todos os FRBs é que eles mantém um padrão matemático em que todos os FRBs descobertos, são múltiplos de 187,5:
"Para calcular de quão longe vieram os bursts, os astrônomos usam um conceito chamado medida de dispersão.
Cada burst cobre uma gama de frequências de rádio, como se toda a banda de FM estivesse tocando a mesma canção.
No entanto, os elétrons no espaço dispersam e atrasam a radiação de modo desigual e as ondas de frequência mais elevada se deslocam mais rapidamente do que as de frequência menor. Assim, quanto mais espaço o sinal atravessa, maior a diferença - ou medida de dispersão - entre o tempo de chegada das frequências altas e baixas - e consequentemente quanto o sinal viajou.
De acordo com Michael Hippke, ligado ao Instituto para Análise de dados, da Alemanha, esse atraso múltiplo de 187,5 entre as chegadas das ondas dos bursts aponta para diversas origens do sinal, entre elas a de que estejam sendo disparados a mais de 10 bilhões de anos-luz de distância.
No entanto, segundo Hippke, a explicação mais provável é que as ondas estão sendo emitidas de dentro da própria Via-lactea, por algum grupo de objetos que naturalmente emitem trens de pulso de baixas frequências após altas-frequências, com um atraso múltiplo de 187,5 entre as ondas.
Para o colega de Hippke, o astrofísico John Learned, ligado à Universidade do Hawaii, existem cinco chances em 10 mil de que isso seja coincidência. "Se esse padrão é real e natural, então é muito difícil de ser explicado" (EDITORIA, 2015, §§ 7-12).
      Para a linguagem cristã 187,5, são dias do ano, o 187, representa meio ano ou seis meses e alguns dias, o décimo de cinco(,5), significa aproximação, assim, contando 187 dias a partir do primeiro dia do ano litúrgico que foi 27 de novembro de 2016, chega-se no dia 01 de junho de 2017, dia de adoração ao Santíssimo, quinta feira, que aproximando-se (0,5) para a semana seguinte, isto é, o próximo domingo chega-se no dia 04 de junho de 2017, Celebração de Pentecostes.
 

Considerando que a linguagem aponta para um padrão matemático que reflete o comportamento de um fenômeno poderosíssimo, Deus revela ao seu povo através desse número uma identidade Divina, a identidade o Espírito Santo, isto é, o Sinal no Céu pode se identificar como vindo de Deus, pois 187,5 se identifica como o Espírito Santo cuja mensagem da Palavra Viva ao seu povo é:




Os confins do universo contemplaram

a salvação do nosso Deus

Aclamai o Senhor Deus, ó Terra Inteira.

Alegrai-vos e exultai (Sl 97,3b-4).

Sobre a celebração de Pentecostes no dia 04 de junho de 2017, não cabe ao homem adivinhar os tempos, pois o tempo é de Deus, e, o homem ao perder a graça da Amizade com Deus, carrega em si a corruptibilidade (Cf. Ex 33,20; Is 6,5).



Quinta secundidade dos FRBs



Para a linguagem cristã, se na quarta secundidade ao povo de Deus foi dado um sinal, a Pomba da Paz, na quinta, este sinal é revelado a partir da ciência da linguagem, isto é, da semiótica, que não trata o fenômeno como adivinhação, mas de uma lógica abdutiva (FÉLIX, s/d), denominada por Charles Peirce de pragmaticismo, pois, no processo de comunicação, inclui para a formação do sentido, a linguagem do material e do imaterial (SAMPAIO, 2012).

O nome pragmaticismo foi dado por Peirce, para conceituar a percepção do homem a partir da interpretação integrada da linguagem sob os sentidos do material e imaterial, em lógica abduzida, cuja raíz é uma transfiguração do pragmatismo que era o nome inicial, mas, William James, começou a utilizá-lo de forma desvirtuada, pois James, caindo no mesmo vício da ciência moderna, aplicou o pragmatismo de forma desintegrada com a linguagem, isto é, se deslumbrando separadamente com os sentidos, ora os deslumbres trazidos somente pela coisa, pela física, ou ora deslumbres trazidos somente com o sentidos da linguagem entorno de si próprio, o da metafísica, que Massumi (2009) chama de Teorização ou Disciplinarização e Morin (2012) de Hiperespecialização.

Assim, o pragmaticismo da semiótica, pode se considerado uma régua que mede a altura, a largura e a profundidade, compondo os princípios da dimensão deste universo do material que é o espaço, e o imaterial que é o tempo e, a história produzida pela comunicação ou sentidos, régua que na linguagem cristã é chamada de algo como o Alfa e Ômega, pois Nele tudo é criado.

Usando essa mesma ferramenta, para a interpretação da quinta secundidade, começamos pela ideia de que na linguagem cristã, o Alfa e Ômega, se dá pela Fé e pela Obra (LUCIO FILHO, 2016), aqui, a obra se deu por um trabalho em favor da causa do beatificação de Padre Vitor Coelho, que pela intensidade da sua fé, poderíamos dizer que ele detém o anel de ouro da descendência do Novo Abrahão, pertencendo a linhagem de Maria, e ao realizarmos o trabalho em favor de sua beatificação, dentre as diversas atividades realizadas, levou-nos, a uma releitura do texto que relata a aliança eterna entre Deus e o Homem no item 4, da estrutura da semiótica da obra Percepção da Realidade (ibid.).

Embora referindo-se a um tema comum, aquele texto e o presente, são duas obras distintas, o primeiro foi escrito em março de 2016, sem ter a mínima referência sobre os FRBs, e o presente texto, quando tratou especificamente sobre os FRBs, não fez a mínima referência sobre o conteúdo daquele texto, no entanto, a intimidade profunda com a amizade de Deus narrada no primeiro texto, levou a uma referência indireta dos FRBs com o texto presente, quando se referiu ao selo da aliança entre Deus e Abrahão como a faísca que aquece a alma dos estrangeiros (adamah): 
Via Láctea - Serge Brunier - NASA / HUBBLE out/05
Como uma chama ou faísca, capaz de espalhar a energia dessa aliança a todos os outros adamah: eis que uma fogueira fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos (Gn, 15,17b), para formar um único anel, como na circunferência do sol, radiante de luz (ibid. Item 4, § 22).




Portanto, de acordo com a lógica abdutiva da semiótica, ou pragmaticismo de Peirce, a quinta secundidade vos revela o sinal de Deus para o seu povo, através da faísca de Abrahão, que em um corredor do universo, percorrendo bilhões de anos luz, com um brilho de quinhentos milhões de sóis, passando entre os astros, para recordar para você, ser humano tão pequenino, mas maior do que uma faísca, que Deus tem uma aliança de amizade com você, uma anel eterno de luz.

           A revelação do sinal dado ao Povo pela quinta secundidade, vem apresentar a este povo amigo de Deus, o canto novo da amizade que é: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus (Sl 97,3b), com a faísca de Abrahão que de tão longe, visita o coração dos homens, para com eles reestabelecer sua amizade.

Sexta Secundidade dos FRBs

A sexta secundidade vem interpretar através da linguagem cristã, a fonte dos FRBs que a semiótica se vale da referência à palavra fonte, para lembrar seu povo da água viva: “eu vi água que escorria de debaixo da soleira do Templo para o lado do oriente, pois a frente do Templo dava para o oriente” (Ez 47,1b), e, como se evidencia neste preceito, a água escorria, no entanto, sem mostrar a fonte, igualmente acontece com os FRBs, cuja fonte o homem não consegue identificar.

"Nenhum astrônomo jamais tinha visto algo parecido. Nenhum estudo havia previsto isso.
Wayne England

No entanto, ali estava - uma explosão de rádio de 5 milissegundos que havia chegado em 24 de agosto de 2001, de uma fonte desconhecida, aparentemente a bilhões de anos-luz de distância" (GIBNEY, 2016, §1º)[tradução nossa].

Mas para melhor entendimento sobre a água viva, é preciso também se posicionar no contexto em que ela se mostra, pois, vivemos em um tempo em que o povo se mostra oprimido, escravo, se sentindo útil tão somente para o trabalho, mas, sem sentido para a vida, como no texto abaixo.

“Como o suicídio de funcionária exausta levou à renúncia o presidente de gigante japonesa.

O presidente da principal agência de publicidade do Japão anunciou sua renúncia ao cargo após o suicídio de uma funcionária que se dizia física e mentalmente exausta por causa do excesso de trabalho.
(….)
Antes de se matar, Takahashi deixou um bilhete para a mãe, no qual escreveu: ‘você é a melhor mãe do mundo, mas por que tudo tem que ser tão difícil?’.
Semanas antes da morte, ela escreveu uma mensagem nas redes sociais em que dizia: ‘quero morrer’. Em outra, alertava: ‘estou física e mentalmente destroçada’.
Contratada em abril do ano passado, a jovem chegava a fazer cerca de 105 horas extras por mês” (BBC BRASIL, 2016) [2].
Deus vendo a penúria do povo, não pela miséria física que é o efeito, mas pela miséria do coração que é a causa, se mostrou ouvindo, e, atendeu ao seu apelo quando se canta:
Eu te peço desta água que tu tens.
És água viva meu senhor.
Tenho sede, tenho fome de amor.
E acredito desta fonte de onde vens.
(….)
Me fazes renascer, me fazes reviver,
e quero água desta fonte de onde vens (OLIVEIRA, 1990).
Assim, como nos tempos da escravidão no Egito, agora a sexta secundidade vem relembrar as faíscas da amizade entre Deus e a humanidade: “Quando o sol se pôs e veio a noite, uma labareda fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos. Nesse dia, o Senhor estabeleceu uma aliança com Abrão (Gn 15,17-18a), faíscas que percorrem o corredor da Via Láctea, cuja fonte não se sabe de onde vem, mas, seu povo com sede e fome de amor, por acreditar nesta fonte de onde vens (OLIVEIRA, 1990),  toca o coração de Deus, que lembra de sua promessa: "do fundo da escravidão, o seu clamor chegou até Deus. Deus ouviu as queixas deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaac e Jacó" (Ex 2,23b-24).

Uma faísca que é pequena como o grão de mostarda, mas mostra todo o esplendor de um astro no oriente, assim como se revela no oriente aos Reis Magos: “Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem” (Lc 2,2b), também foi revelada a Ezequiel: “pois a frente do Templo dava para o oriente” (Ez 47,1c), cria assim, um signo para o tempo presente sob o número 0,500 que é o tempo de duração da faísca, ou seja, 5 milésimos de segundo, em que o 0 (inteiro) traz um significante de pequeno, ínfimo, como é o Reino dos Céus,  ao passo que 500, refere-se, assim, como a identidade divina, como símbolo de Deus ao seu Povo, da mesma Água Viva descrita por Ezequiel ao circular externamente o templo:

"Depois o homem fez-me sair pelo pórtico do norte e rodear por fora até o pórtico externo que dá para o oriente, onde a água estava escorrendo do lado direito. O homem dirigiu-se para o lado do oriente com um cordel na mão, medindo quinhentos metros. Ele me fez atravessar a água, que dava pelos tornozelos. Tornou a medir quinhentos metros, e me fez atravessar outra vez a água, que agora dava pelos joelhos. Mediu de novo quinhentos metros, e me fez atravessar novamente a água, que agora dava na cintura. Mediu outros quinhentos metros, e agora era uma torrente que eu já não podia atravessar a não ser nadando. Então o homem disse-me: ‘Você viu, criatura humana?"(Ez 47, 2-6a) [3].

“Nenhum astrônomo jamais tinha visto algo parecido. Nenhum estudo havia previsto isso” (GIBNEY, 2016), e, quem poderia imaginar que a medida dos 500 metros de Ezequiel, não teria outra serventia para o coração do homem, senão para identificar a Aliança, através da faísca da amizade entre Deus e o homem, que chega até nós hoje, escrita nas estrelas, pelos corredores da Via Láctea, que diante da miserabilidade do mundo, seco, incrédulo, sem amor, o faz cantar ao seu Amigo:

Tenho sede, tenho fome de amor.
E acredito desta fonte de onde vens.
(….)
Me fazes renascer, me fazes reviver,
e quero água desta fonte de onde vens (OLIVEIRA, 1990)
Sétima Secundidade dos FRBs

     A sétima secundidade vem tratar sobre o áudio FRB (CASEY, 2016), ao qual nos remete a secundidade trazida por Isaías quando diz: “O Senhor dará um sinal para um povo distante, assobiará para ele do extremo da terra. Vejam! Esse povo chega veloz e ligeiro” (Is 5, 26).

     Seria um assobio de Deus colocar um Papa Jesuíta, de nome Francisco, no comando da Igreja Católica no tempos das FRBs? Porque Jesuíta? Estas inquirições nos leva ao pensamento de Baldes Lembrando que

[...] os Jesuítas. Só este nome bastará para alarmar certo grupo de leitores; por isso, a fim de tranqüilizar, afirmo que não pretendo aqui escrever uma apologia dos Jesuítas [...]. Contudo, é impossível pensar nas instituições religiosas, na história religiosa, política e literária da Europa durante três últimos séculos sem encontrar os Jesuítas a cada passo; não podemos viajar pelos países mais distantes, atravessar mares desconhecidos, visitar terras mais remotas ou penetrar nos mais terríveis desertos sem encontrar por toda parte, sob os nossos pés, memoriais dos Jesuítas (BALDES  apud KASSAB e PERALTA, 2010, p. 18).     
     Para tentar compreender melhor, o papel destes servos de Deus, ou seja, os jesuítas, somos remetidos à Palavra  de Isaías quando nos diz: “Vejam! Esse povo chega veloz e ligeiro” (Is 5,26b), que nos remete à história da formação do Reino de Portugal, no século XII, cujo vínculo cristão traça uma linha comum entre o tempo de Isaías e os prelúdios da constituição deste Reino, que tem por protagonista o imperador de Leão e Castela.
     Sob um Reino consagrado ao cristianismo, a  constituição de Portugal se estruturava sob a dinastia de seu imperador Afonso VI, que no ano de 1077, reconquistava a península Ibérica da mão dos muçulmanos, restabelecendo o reino cristão.
     Diante do forte vínculo de amizade com Deus, Isaías apresenta mais uma secundidade cujo significante parece uma referência direta ao Reino de Leão e Castela: “Seu rugido é como da leoa, ruge como leão novo: ruge enquanto agarra a sua presa: segura, e ninguém a toma dele” (Is 5,29).

     Tais princípios se transferiram à sua linhagem cuja história é a seguinte

"Veio a rainha (D.Tereza),  a parir um filho grande e famoso, que não podia ser mais (bela) criatura, salvo que nasceu com as pernas que pelo parecer dos médicos e de todos julgavam que nunca poderiam ser são delas (GALVÃO apud PEREIRA e SILVA, 2010, p. 9).
     D. Tereza filha de D. Alfonso X, imperador de Leão e Castela e, tinha por marido o Conde D. Henrique,  VI, cujos cuidados para a educação deste menino foi dado por ele ao nobre D. Egas Moniz

"E quando D. Egas deitado uma noite dormindo, tendo já o menino cinco anos,
apareceu-lhe Nossa Senhora e disse:
- D. Egas, dormes?
Ele, acordando com esta visão e voz, respondeu:
- Senhora, quem sois vós?
Ela disse:
- Eu sou a Virgem Maria, que te mando que vás, a um tal lugar (dando-lhe logo os sinai dele) e faz aí cavar, e acharás lá uma igreja, que noutro tempo foi começada em meu nome, é uma imagem minha. Faz reconstruir a igreja e a imagem feita a minha honra, e isto feito, farás ai vigilia, pondo o menino que crias sobre o altar; e sabe que se curará, e será são de todo. E não trabalhemos menos, de aí em diante, a criá-lo bem e guardá-lo como fazes, porque o meu filho quer por ele destruir muitos inimigos da fé.
Desaparecido esta visão, ficou D. Egas Moniz muito consolado e alegre, como vassalo que são e verdadeiro amor amava o seu senhor e suas coisas.
E assim foi manhã, levantou-se logo e foi com muita gente àquele lugar que lhe fora dito; e mandado de cavar achou aquela igreja e imagem, pondo em obra todas as coisas que Nossa Senhora lhe mandara, à qual aprouve, por sua santa piedade, logo que o menino foi posto sobre o seu altar, ser logo curado e são das pernas, sem nenhum aleijão, como se nunca tivesse tido nada.
Vendo D. Egas este tamanho prazer e milagre, deu muitos louvores a Deus e à Nossa Senhora sua mãe, criando e guardando de ai em diante, com muito maior cuidado, o menino, de quem sempre foi aio “(...) e por causa desse milagre, foi depois feito nesta igreja, com muita devoção o mosteiro de cárque ” (GALVÃO apud PEREIRA e SILVA, 2010, p. 9-10 ).
     Depois destas constatações dos fortes laços de amizade com Deus, o Reino de Portugal seguiu para outros domínios, chegando à América do Sul em 1500, na terceira oitava da páscoa cuja a liturgia daquela semana se iniciava com o seguinte preceito: "E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. (Ex 3,7) que descobriu uma nova terra narrada por  “Pero Vaz de Caminha e Mestre João os autores das primeiras narrativas sobre a nova terra e seu céu: Mestre João tomou posse dele para os portugueses e realizou a primeira descrição européia exata do Cruzeiro do Sul, a “mais famosa constelação de todos os novos céus” (SEED apud SOUZA, 2001, p. 1)
     Uma nova terra é denominada por João de Barros de Terra de Santa Cruz: como “conta o humanista que Cabral chamou-a de Santa Cruz, homenageando assim o Lenho Sagrado (tronco de madeira) e inscrevendo o sacrifício de Cristo na gênese da terra encontrada, que ficava assim toda ela dedicada a Deus, como a expressar as grandes esperanças na conversão dos gentios (SOUZA, 2001).
     Seguindo essa mesma trilha de amizade com Deus, os Portugueses recebem como parceiros, os Jesuítas, com a instalação nestas terras, da Companhia de Jesus, que “esteve inicialmente presente na educação brasileira durante 210 anos, de 1549 a 1759, quando da sua expulsão. A restauração da Companhia de Jesus se deu em 7 de agosto de 1814. Os jesuítas entraram novamente no Brasil em 1842 por Porto Alegre, vindos expulsos da Argentina (KASSAB e PERALTA, 2010, p. 18).
     Com a herança trazida por esses laços de amizade a secundidade de Isaías traz um novo Leão, que vem falar da vocação cristã dessa nova terra: “ruge como leão novo” (Is 5,29), que ao ser chamada de Terra de Santa Cruz também, por Decreto do Papa Pio XI de 16 de julho de 1930,  se consagra Àquela que selou a aliança de amizade eterna aos herdeiros da fé, aos herdeiros de Abrahão, nesta data:

Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe: 'Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, O Brasil, em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!'” (GONZAGA, 2016, § 10).
      Nossa Senhora da Conceiição Aparecida estabeleceu um vínculo íntimo de maternidade com esse povo, tornando-se padroeira desta terra
"A imagem de Nossa Senhora Aparecida é singular no que tange à identificação religiosa dentro do Brasil, sendo reconhecida como padroeira do país. A história da imagem tem como marco inicial o ano de 1717, quando ela teria sido encontrada por três pescadores.
(...)
Certamente a afirmação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida em finais do  século XIX e no alvorecer do XX não é um fato isolado, nem tampouco o resultado de uma política religiosa restrita ao Brasil. Possui referência em uma ação adotada pela Igreja em âmbito mundial. No conjunto de documentos sobre a coroação da imagem de Aparecida em 1904 constam algumas cartas enviadas pelo papas Leão XIII e Pio X aos cardeais da Igreja Católica. Em um desses escritos, Leão XIII chama atenção para a necessidade de comemoração por parte da Igreja do quinquagenário aniversário da definição dogmática da Imaculada Conceição da Virgem” (PETERS, 2012, p. 87-88).
     Hoje, ao se identificar os FRBs como um sinal de Deus, a secundidade que se destaca é que nesta terra, seu povo reconhece um grande sinal no Céu como dito por Isaías: O Senhor dará um sinal para um povo distante (Is 5,26), que por sua vez, cujos católicos tem como seu Rei, o primeiro Papa Jesuíta da história da Igreja, que do outro extremo do mundo lhe reina, como dito por Isaías: assobiará para ele do extremo da terra (Is 5,26b) e, que quando foi escolhido disse: escolheram um Papa do fim do mundo.
     Terra de Santa Cruz, que tem a cruz na terra e no céu, e chama de mãe da pátria a própria mãe de Deus, como um leão novo, ruge a Verdade ao qual, tanto amas e lhe jurou fidelidade. 


Oitava secundidade dos FRBs

      A oitava secundidade trabalha a interpretação sobre as afirmações da primeira semana de janeiro de 2017, sobre a possível fonte ou origem dos FRBs, que segundo estudos recentes, são originadas de uma pálida ou empalecida galáxia anã da constelação do condutor da biga, que quer dizer Auriga, mas, pela solenidade da Epífania, peço licença para chamar de constelação do condutor da carruagem.

O Prof. Chatterjee compara as anomalias com explosões de pulsar quando estrelas de nêutrons girando emitem pulsos de radiação como um relógio de tique-taque. Mas essas explosões de rádio rápidas da constelação de Auriga vêm em comprimentos de onda que se espalharam ao longo do tempo, indicando que a fonte está a 3 bilhões de anos-luz da Terra em uma galáxia anã, pálida, da constelação Auriga, apenas 1/100 da massa da galáxia da Via Láctea (HOWE, 2017).
      Tendo em vista que essa interpretação se estrutura pelo pragmaticismo através da tridimensionalidade da semiótica, que quer dizer que ela possui altura, largura e profundidade, ou seja, ela se completa pela física que é material, pela metafísica que é imaterial e, pelo fato, que é o significante ou signo.
       Assim, a aplicação da semiótica na linguagem cristã, não se limita ao imaterial com o pensamento teológico ou filosófico, mas também, se estende ao universo físico, para a composição do signo.
       A parte física, que a teologia chama de obra pela fé, neste caso, se dá pelo serviço à música litúrgica na missa dominical das sete horas da manhã, ao qual, o rito da celebração que simboliza um banquete com o Senhor, que reúne todos os celebrantes ao redor da sua mesa, que alimentados pela Palavra, partilham entre si, suas alegrias, tristezas, esperanças, clamores e fé.
       O banquete servido pela homilia deste domingo (DALCEGIO, 2017)[4], vem apresentar a fonte da luz que toda a humanidade espera ver, diante de uma ínfima faísca, mas, mais poderosa de que o brilho do sol em dez mil anos, que parece ser localizada em uma pálida, ou poderíamos dizer fraquinha, simples, pequena, como a pequenez de Deus já tratada na primeira secundidade, em uma galáxia não pequena, mas mais pequena ainda, uma galáxia anã, que integra a constelação do condutor da carruagem ou cocheiro, na constelação de Auriga. 
        A homilia que desenvolve este signo, que para melhor lógica, aqui foi invertida do meio para o começo, do meio vem sob o contexto do sinal aos reis magos para os dias de hoje, fez referência às falsas fontes de luz, criadas pelos Herodes de hoje, que, formadores de opinião, matam a luz da Verdade em nós, e, do início, faz referência ao profeta Isaías, cuja vocação está em trazer, diante das tragédias a boa notícia, a boa nova para a humanidade, e como que aplicando um pragmaticismo espontâneo, vem falar dos sinais físicos da sabedoria explícitos a nós pela natureza, pela leitura de um livro, de uma carta, pelas estrelas, ou até mesmo, pela dor da doença, que nos ajudam a compreender a ação de Deus na sua amizade com o homem, cuja inversão proposital aqui, foi feita para se alinhar a ordem correta das palavras de Jó que traz um discurso idêntico quando contesta os sábios:
“Como vocês são importantes! A sabedoria vai morrer junto com vocês! Todavia, eu também tenho inteligência, e não sou inferior a vocês. Quem não sabe tudo isso?
[...]
Eu me tornei motivo de zombaria para os meus amigos, eu que gritava a Deus para ter uma resposta.
[…]
Pergunte aos animais, que eles instruirão você. Pergunte às aves do céu, que elas o informarão. Pergunte aos répteis do chão, que eles lhe darão lições. Os peixes do mar lhe contarão tudo isso. Entre todos esses seres, quem não sabe que foi a mão do Senhor que fez tudo isso? Nas mãos dele está a vida de todos os viventes e a respiração de todo ser humano. Não é o ouvido que distingue as palavras, e o paladar que saboreia os alimentos? Por acaso, os anciãos não estão destinados a ter sabedoria, e os velhos a ter prudência? (Jó 12, 2.4.7-12).
     A parte central e inicial da homilia se faz importante para a compreensão da oitava secundidade pois ela aqui, apresentada invertida, vem trazer para a linguagem cristã, não a indicação da fonte dos FRBs como é hoje buscada pelos sábios, mas sim, o seu destino, ou seja, para onde ela vai.
      Apenas para melhor esclarecer, na parte final da homilia, ela conclui com a ideia de que, assim como aconteceu com os os reis magos que mudaram de direção, seguindo um caminho novo depois do encontro com Jesus, a estrela de Belém, deve criar um sentido e brilhar em nós ao ponto de mudar a direção das nossas vidas (DALCEGIO, 2017).
     Assim, para a linguagem cristã, o fluxo dos FRBs não é, de onde vem a luz, mas, para onde estará indo uma faísca que tem o brilho de 10 mil anos luz do brilho do sol? E, a resposta aponta para um único caminho que a princípio pode parecer simbólico, mas para a linguagem cristã é real, porque é uma interpretação digna de fé….a faísca, se encandecida, estará indo para o fundo do teu coração: “Pois o Deus que disse: «Do meio das trevas brilhe a luz!» foi ele mesmo que reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Cor 4,6), pois, como a um amigo fiel, Ele te coroou de esplendor e glória: "Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste... O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor"(Sl 8,4-6), e como um Pai amoroso se alegra por tua volta restabelecendo a tua dignidade:

"Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’. E começaram a festa". (Lc 15, 20b-24).
     Portanto, o teu coração não é tão anão, ao ponto de não ser capaz de receber 18 faíscas de rádio, com duração de cinco milésimos de segundo cada uma, cujo fogo do brilho dela não te consome, como cantada na sequência da celebração de Pentecostes.
A nós descei, Divina Luz.
A nós descei, Divina Luz.
Em nossas almas acendei, o amor, o amor de Jesus, o amor, o amor de Jesus.

1-Vinde Santo Espírito, e do céu mandai, luminoso raio, luminoso raio.
Vinde Pai dos pobres, doador de dons, luz dos corações, luz corações.
Grande Defensor, em nós habitai e nos confortai, e nos confortai.
Na fadiga pouso, no ardor brandura, e na dor ternura, e na dor ternura.

2- Ó Luz venturosa, divinais clarões, enche os corações, enche os corações.
Sem um tal poder, em qualquer vivente, nada há de inocente, nada há de inocente.
Lavai o impuro e regai o seco, sarai o enfermo, sarai o enfermo.
Dobrai a dureza, aquecei o frio, livrai do desvio, livrai do desvio (VELOSO, s/d).
     Essa faísca traz em nós a encandecência, como a sarça que não se consumia (Ex 3,2d), o fogo que não queima, cuja a força, tem um brilho maior do que dez mil anos do brilho do sol, porque “ vocês, porém, são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9); Porque todos vocês são filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5); Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor (Ef 5,8);
      Para que a luz não passe despercebida ou deixe de encandecer, Cristo adverte seus amigos: “A luz ainda estará no meio de vocês por um pouco de tempo. Procurem caminhar enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não alcancem vocês (Jo 12,35), pois, se a alma não é encandecida, a luz do coração não aquecerá, e não é possível fazê-la brilhar em nós: “Enquanto vocês têm a luz, acreditem na luz, para que vocês se tornem filhos da luz’, Depois de dizer isso, Jesus foi embora e se escondeu deles” (Jo 12,36).
     Resta-nos a alegria da luz ou como com nas palavras da homilia, que a Estrela de Belém, que te permitiu um encontro com o Deus que visitou seu povo, Emanuel, te faça viver um novo caminho em tua vida.


Nona secundidade das FRBs



      A nona secundidade é desenvolvida a partir do estudo científico de Zhang (2017), que em seu trabalho cujo títtulo traduzimos para o Português como O modelo de colmeia cósmica dos FRBs, sob a ambiguidade do termo inglês comb que pode significar tanto favo como pente em que o autor propõe um entrelaçamento dos FRBs ao invés de seu estudo individual.
     Pois, assim, de acordo com aquele trabalho é possível se identificar uma interatividade da parte física, dos FRBs, como se fosse um DNA (ácido desoxirribonucleico) dele, que é chamado naquele trabalho de plasma astrofísico com a parte imaterial, na intensidade do pulsar.
     Esse composição nos leva em nossa modesta percepção, que o autor aplica os princípios da teoria da relatividade, isto é, faz uma análise da faísca, da luz, a partir da sua composição física (partícula) e imaterial (onda),  quando Einstein afirmou que a luz é material e imaterial conforme já abordamos no texto percepção da realidade (LÚCIO FILHO, 2016, tópico 4, da estrutura semiótica do texto percepção da realidade: a relação da amizade Deus-homem no universo físico-metafísico). 
     De acordo com o trabalho de Zhang (2017), os FRBs possuem partícula ou, parte física, que é o plasma astrofísico, e a parte imaterial, a onda, que é o pulsar, com as seguintes referências:

A origem da explosão de rádio rápida (FRBs) permanece um mistério após uma década de observações (LORIMER et al. 2007; THORNTON et al. 2013; PETROFF et ai. 2015A; CHAMPION et al. 2016; MASUI et ai. 2015; KEANE et al. 2016; SPITLER et ai. 2016; DELAUNAY et ai. 2016; CHATTERJEE et ai. 2017). A escala de distância dos FRBs É finalmente estabelecida para a escala cosmológica (~Gpc) graças às observações de seguimento multicomprimento de onda que abaixo é proposta sobre a galáxia de acolhimento da fonte de repetição que produziu FRB 121102 (CHATTERJEE et al., 2017; MARCOTE et ai. 2017; Tendulkar et ai. 2017...
Aqui propomos uma metodologia alternativa sobre a produção dos FRBs, o que pode dar uma interpretação unificada sobre todos os FRBs observados até agora. Este modelo parte da interatividade entre um fluxo de plasma astrofísico e um pulsar regular de primeiro plano. Embora o pulsar não seja detectável à distância cosmológica, mas, pode produzir um FRB como identificado pelo observador da Terra quando a corrente de plasma com pressão de ram significativa cria uma colméia na magnetosfera em direção à Terra (ZHANG, 2017) [tradução nossa].

      Esta composição nos aplicar a semiótica à linguagem cristã, proveitando a base já interpretadas na quinta secundidade em que as faíscas se mostram como as chamas que percorriam o animal dividido na aliança com Abrahão, os FRBs, como faíscas poderosíssimas, percorrem o centro da via Láctea, revelando o esplendor de Deus nos confins do Universo (Sl 97), e também, a oitava secundidade, em que o destino das FRBs é o coração do homem.
     Para sair do contexto astronômico e entrarmos no contexto da linguagem cristã,  damos início com a saudação desta grandeza ao leitor, apresentada pelo Papa Pio XII, na Encíclica Mystici Corporis:

A doutrina do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja (cf. Cl 1, 24), recebida dos lábios do próprio Redentor e que põe na devida luz o grande e nunca assaz celebrado benefício da nossa íntima união com tão excelsa Cabeça, é de sua natureza tão grandiosa e sublime que convida à contemplação todos aqueles a quem move o Espírito de Deus; e, iluminando as suas inteligências, incita-os eficazmente a obras salutares, consentâneas com a mesma doutrina (PAPA PIO XII, 1943).

     Para simplificarmos a complexidade da teoria quântica da relatividade da Luz desenvolvida por Einstein, neste trabalho,  vamos nos auxiliara da linguagem cristã quando se refere a Aliança Eterna, cuja estrutura pode ser ilustrada entre a amizade entre Deus e o homem, e, a amizade entre o homem e seus próximos, como apresentado por Jesus como o resumo de todos os mandamentos:
Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22, 37-40).

A amizade entre Deus e o homem

     Ao compararmos com a proposta de Zhang (2017), aplicando-se os princípios da quântica, o pulsar, isto é, a parte imaterial, a fonte de luz, para a linguagem cristã, se refere à aliança entre Deus e o homem que é imaterial.
     No entanto, possui ondas quando o coração humano se transforma em um comutador de rádio que possibilita a comunicação imediata com os confins do universo, pois, se um FRB demora seis bilhões de ano luz para atravessar a Via Láctea, quantos bilhões demoraria a tua oração para chegar a Deus se não houvesse um comutador de rádio capaz de produzir uma comunicação direta, e, em tempo real, nesse caso o coração do homem?
     Assim, o pulsar da Luz, pulsa o teu coração e o teu coração pulsa a Luz em um processo da luz, ou de ondas, criando a característica peculiar desta espécie animal que chamamos de humanidade do ser:

Na caminhada do amor que se volta para o Amor em uma perfeita harmonia de comunicação recíproca como um anel reluzente do fogo que arde mas não queima, que na teologia e chamada de comunhão, configura o aspecto mais sublime da dignidade humana (CAT, 27, p. 21), pois, se o homem existe, precisa do amor como um alimento para viver: para o que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16b), não sendo possível imaginar a vida humana sem ele (LÚCIO FILHO, 2016, tópico 4, da estrutura semiótica do texto percepção da realidade: a relação da amizade Deus-homem no universo físico-metafísico).
     E o trabalho se referir ao pulsar cósmico que cria um FRB, para a linguagem terrestre, podemos comparar esse processo como a aceleração do teu coração quando ele se emociona, ou quando ele arde de amor, pois este fenômeno produzirá no homem uma faísca elétrica em seus neurônios:
Todas as nossas sensações, sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais, e qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam ser compreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação entre as células nervosas (neurônios). Os neurônios precisam continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais da pessoa....


Dado que os neurônios formam uma rede de atividades elétricas, eles de algum modo têm que estar interconectados. Quando um sinal nervoso, ou impulso, alcança o fim de seu axônio, ele viajou como um potencial de ação ou pulso de eletricidade (CARDOSO, 2000).
     Essa faíca você o percebe como um pulsar, mas não o vê e nem sabe de ondem vem a sua fonte, ou seja, Deus se faz perceptível fisicamente em teu ser, quando há um pulsar de Amor.

Se até naturalmente nada há mais excelente do que o amor, fonte da verdadeira amizade, que dizer daquele amor soberano, que o próprio Deus infunde nas nossas almas? "Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus e Deus nele" (1 Jo 4,16). A caridade, como por força de uma lei estabelecida por Deus, faz com que ele desça a morar nas almas que o amam, dando-lhes amor por amor, segundo aquela sentença: "Se alguém me ama, também meu Pai o amará e viremos a ele e estabeleceremos nele a nossa morada" (Jo 14,23)”. (PAPA PIO XII, 1943, n. 72):

     Por sua vez, o homem sem este Amor, não tem um pulsar de vida:

No entanto, ao contrário, quando o homem não se permite ser amado, sem a fé, não consegue produzir essa energia: já está condenado (Jo, 3,18b), gerando um fenômeno reverso ao milagre, constituído da recursa do amor (imaterial), e na obra com o desamor (material) cujo resultado é a morte: com certeza morrerá (Gn 2,17c) (LÚCIO FILHO, 2016, tópico 4, da estrutura semiótica do texto percepção da realidade: a relação da amizade Deus-homem no universo físico-metafísico).
      Portanto, se João afirma que Deus é amor, e o amor se faz perceptível em teu coração, logo, você vê Deus, comutado em uma relação de amizade, onde Deus é amizade (ALAIZ, 1986).
A ingênua imagem do Gênesis que nos mostra Deus passeando e dialogando, mão sobre o ombro de Adão no jardim, é de uma profundiade surpreendente. Deus amigo do homem, Diante da concepção aristotélica da impossibilidade da amizade entre seres superiores e inferiores, entre deuses e homens, Deus se autodenomina o amigo do homem...

Deus é amizade no mais íntimo de seu ser. É mais amizade que amor, porque o amor nem sempre implica correspondência; porém em Deus a corresponsdência entrea s Pessoas é absoluta, sem a mínima reserva. Deus é amor para com os homens, mas quer ser amizade. E o é para aquele que aceita o seu amor (ibid. p. 40).
 
A amizade entre o homem e seu semelhante

     De acordo com a proposta de Zhang (2017), os FRBs poderia ser produzido “quando a corrente de plasma com pressão de ram significativa cria uma colméia na magnetosfera em direção à Terra “, isso para a linguagem cristã quer dizer que o homem depende do amor como força vital para se manter, ou seja, o pulsar da Luz, pulsa o teu coração e o teu coração pulsa a Luz, gerando a humanidade em um ser.

     Assim, as faíscas que vemos atravessando a Via Láctea que são as mesmas que atravessam a oferta sacrificada por Abrahão, são as chamas que aquecem quando nosso próximo manifesta o mesmo amor, como se fosse um tijolo refratário, ou um espelho, ou a imagem de Deus, pois, no coração do homem, da mesma forma que a semente precisa da luz para geminar, o ser precisa deste calor para produzir o brilho que há em seu coração.
     Isso irá construir um processo comunicativo ou de comunhão pela interação em que o teu próximo é um espelho, que faz o pulsar da Luz, pulsar no teu coração e da mesma forma faz de você espelho para ele, que faz o pulsar da Luz, pulsar no coração dele, de forma que assim como a reprodução humana não é individual, ou seja, é gerada pela união entre um homem e uma mulher, a humanidade precisa da união entre dois ou mais para que como espelhos, aqueçam a fornalha que criam os pulsares do coração.

     E esses espelhos ao refratarem o calor do pulsar da Luz ao próximo, agem como colméias produzindo poderosíssimas faíscas terrestres que atravessam os confins do universo em tempo real, como línguas de fogo, com o brilho da luz, levando a súplica, o louvor e a graça, manifestada com a mesma simplicidade de uma amizade de um amigo presente na comunicação com Deus: Quem teme ao Senhor tem amigos verdadeiros, pois tal e qual ele é, assim será o seu amigo (Eclo 6,17).



Mas a esse amor de Deus e de Cristo é preciso que corresponda a caridade para com o próximo. E realmente como podemos nós afirmar que amamos o Redentor divino, se odiamos aqueles que ele, para os fazer membros do seu corpo místico, remiu com seu precioso sangue? Por isso o Apóstolo, entre todos predileto de Cristo, nos adverte: "Se alguém disser que ama a Deus, e odiar a seu irmão, mente. Pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? E nós recebemos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu Irmão" (1Jo 4,20-21). Antes devemos afirmar que tanto mais unidos estaremos com Deus, e com Cristo, quanto mais "formos membros uns dos outros" (Rm 12,25), solícitos uns pelos outros (lCor 12,25); e por outra parte, tanto mais viveremos entre nós unidos e estreitados pela caridade, quanto mais ardente for o amor que nos unir a Deus e à nossa divina cabeça (PAPA PIO XII, 1943, n. 73).


Décima Secundidade dos FRBs
    
     A décima secundidade traz um plano do homem para identificar FRBs usando os celulares de cada indivíduo no trabalho que traduzimos como: buscando por FRBs na Via Láctea, usando-se giga-jansky com receptores pessoais globais de baixo custo, para que se possa encontrar milhões de FRBs e, tornando eles com presença massiva, e, com isso, possa desmistificar o mistério que deixa agoniados os astrônomos:

Se rajadas de rádio rápidas (FRBs) originam de galáxias em distâncias cosmológicas, então sua taxa do todo-céu implica que a Via Láctea pode hospedar um FRB em média uma vez cada 30-1500 anos. Se FRBs repetir por décadas ou séculos, um FRB local poderia ser ativo agora. Um FRB galáctico típico produziria um pulso de rádio de milessegundos com densidade de fluxo de ~ 1 GHz de ~ 3E10 Jy, comparável aos níveis de fluxo de rádio e frequências de dispositivos de comunicação celular (telefones celulares, Wi-Fi, GPS). Propomos procurar por FRBs galácticos usando uma matriz global de receptores de rádio de baixo custo. Uma possibilidade é usar o canal de comunicação de 1GHz em telefones celulares através de um aplicativo para download ciência-cidadã. Os telefones participantes continuamente escutariam e gravariam os FRBs a se estudar e iriam periodicamente enviar informações para um site central de processamento de dados, que correlaciona os dados recebidos de todos os participantes, para identificar a assinatura de um FRB real, abrangendo o globo, a partir de uma distância astronômica (MAOZ e LOEB, 2017, p. 1).
     Os pensamentos dos homens não são os pensamentos de Deus, conforme já apresentado na oitvava secundidade, em que apresentamos propositalmente a homilia invertida de Dalcégio (2017) cuja secundiade aponta que Deus esta vindo, enquanto o homem pensa que esta indo. Assim, enquanto os homens pensam em descobrir a fonte, para Deus, a fonte já está revelada, e, portanto, o que se deve se perguntar é: para onde se vai os FRBs, pois uma estrela não se acaba em uma faísca.
     Dentro do contexto trazido pelos temas anteriores deste trabalho, a sensação que surge é de que o homem diante do descontrole da ciência humana, busca a todo custo retomar o seu domínio por ações translúcidas, tanto que a obra aqui analisada de Maos e Loeb (2017) tras ao seu final a palavra replacement, que dizer reeditado, corrigido. Pois, o homem segundo seus erros, previa que era um cataclisma, mas o sinal se tornou um pulsar. Depois que seriam descoberto massivamente no universo e a terceira terceiridade vem mostrar o contrário, que toda a varredura feita no universo, nada se encontrou.
     Não se trata aqui, de desqualificar os esforços dos cientistas, mas tão somente destacar suas atitudes translúcidas diante do constrangimento de uma ciência fora de seu controle, pois são estas atitudes isto é, de ignorar Deus no caminho da ciência, é que contamina a relação de amizade entre Deus e a humanidade.
     No entanto, a soberba do homem chama para si toda a responsabilidade para apresentar a Verdade da criação, sem a tê-la, é exatamente nisto que se evidencia o constrangimento da ciência, pois por si só, ele se mete a fazer algo que não consegue fazê-lo, pois não pertence ao seu domínio, não está em suas mãos.
     Na aliança entre Deus e a humanidade, Ele fez o homem senhor dos bens da terra, mas, o homem esqueceu-se desta relação e, carrega em si, a corruptibilidade sobre esta amizade com Deus. Assim, ao receber as coisas dadas por Deus, as trata como se fosse seus recursos naturais, destruindo os bens e extinguindo as espécies.
     A corrupção é tamanha pois, da água que vem de Deus, o homem, ao invés de administrá-la, a usurpa para si, sujeitando-a às piores condições de tratamento, de forma que, nas cidades os lugares de seus rios se transformaram em esgoto. Usurpa o solo, acumulando para si dinheiro a custa do sofrimento das gerações futuras e da extinção dos animais, sob um direito de propriedade individualista, que recheado de cobiça é ausente da justiça do bem comum e exclui a todos, animais, natureza e o seu próprio semelhante, por isso, traz o maltrato aos bens de Deus, e causa o que chamamos aqui de animocídio isto é, a morte e extinção das criaturas criadas por Deus, colocando a própria espécie em risco.
     O homem diante desses bens os calcas sob seus pés se declarando o senhor de todos eles, para lhe servir de objeto de enriquecimento pessoal, isto é, longe do interesse do bem comum, por isso, não reconhece as coisas dada pela amizade de Deus mas, trata-as como presas em um cativeiro, cujo destino é somente o matadouro.
     Diante desta arrogância os amigos de Deus perguntam: Que justiça faz o homem em exinguir uma espécie? Ele aplica o mesmo direito às criaturas que já aplicou ao escravo, onde está este direito? É correta a conduta do homem em contaminar o solo e água sob o astuto argumento de agir em favor ao desenvolvimento e progresso? A resposta para todas as perguntas vem de um só lugar, a cobiça e o poder individual do homem em detrimento do bem comum, um só, quer viver matando todos os outros, assim, o empresário quer se tornar monopólio em vendas e patrimônio, o empregado sob o interesse de acumular bens e salários, em nome de seu emprego, se une aos mesmos propósitos e, entre os desempregados, há aqueles que da mesma maneira, furta, assalta para acumular salários e bens.
   Este é o efeito da corruptibilidade da amizade com Deus, que ele carrega em seu coração, e, por isso, se desvia do poder de posse dado por Deus para a administração dos bens do mundo, transformado pela cobiça, em poder de propriedade acumuladora, tomando-a para si::
Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha para alguns agricultores, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos agricultores para receber os frutos. Os agricultores, porém, agarraram os empregados, bateram num, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘Eles vão respeitar o meu filho’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, pensaram: ‘Esse é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e tomar posse da sua herança’. Então agarraram o filho, o jogaram para fora da vinha, e o mataram. Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores? Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo." Então Jesus disse a eles: «Vocês nunca leram na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos. Quem cair sobre essa pedra, ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair, será esmagado” (Mt 21,33-44)”.
     Se um homem tem um amigo, a relação de amizade entre eles não é uma relação de faz de contas, não é uma relação imaginária, ou mística, onde um amigo está no céu e outro na terra, ela é estruturada de forma perceptível, ainda que invisível. Assim, o ajoelhar-se ou jejuar-se não é um sacrifício para uma divindade, mas uma ato de contrição do coração reparando sua amizade, o homem que assim age, pensa em reconciliar-se e não fazer representações místicas para convencer a divindade.
     No entanto, nesta mesma relação de amizade entre o homem e Deus, a ardileza do enganar do homem, fechou o coração dele, e ele perdeu a graça de reconhecê-lo no real, isto é, o Reino de Deus lhe foi tirado, passando a alimentá-la à distância pelas suas imaginações, do faz de conta, da mística, da mágica, como uma entidade à parte da história e da vida, e as leis de Deus deixaram de aplicar até mesmo o plano alternativo dentro das ciências, sendo refutadas com violência contra esta amizade: “A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos (Mt 21,43).
     Se o homem sente amor, não sente porque está imaginando amar, mas porque está amando, de forma que suas entranhas reagem e seu coração se aquece. Se o homem tem uma amizade, não está imaginando ser amigo, a alegria de compartilhar sua vida com o amigo é real. Da mesma forma esses FRBs agora se apresentam dentro dos diversos temas já refletidos amistosamente, como uma forma embora invisível, mas, real, da Aliança de amizade, em que eles se colocam como amigos de Deus ou, o Deus real perceptível, ao passo que do outro lado, o homem insiste em ignorá-lo mergulhado em sua loucura e, fica tentando alcançar o seu olhar para um fonte que é invisível. Porque esperar mais, porque suspirar por dias futuros? 
     O Deus que te ama é real, e se faz presente. O Deus que te ama se faz teu amigo ao teu lado. Até quando esta loucura te separará do Reino de Deus, com teus olhos sob véus e teu coração astuto? O Reino de Deus já está no meio de vós.
O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou: ‘está ali’, porque o Reino de Deus está no meio de vocês.
Chegarão dias em que vocês desejarão ver um só dia do Filho do Homem, e não poderão ver. Dirão a vocês: ‘Ele está ali’ ou: ‘Ele está aqui’. Não saiam para procurá-lo. Pois como o relâmpago brilha de um lado a outro do céu, assim também será o Filho do Homem. (Lc 17,20c-24).

Décima Primeira Secundidade


     A décima primeira secundidade vem da informação trazida pelo jornal inglês The Independent com o titulo traduzido por nós como: A humanidade pode ter recebido um sinal desconhecido mas ainda não compreendeu, diz o professor de Harvard, cuja notícia diz o seguinte:
     Os cientistas podem ter encontrado provas de vida alienígena, mas não compreendido, de acordo com um professor da Universidade de Harvard.
As estranhas ondas de rádio que atingiram a Terra podem ser vazamentos de um enorme nave movida à luz no espaço.
 

     Rajadas rápidas de rádio (FRB), que têm deixado perplexos os cientistas desde que foram descobertos em 2007, poderia ser evidência de avançada tecnologia alienígena, de acordo com Avi Loeb do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. Os pesquisadores, no entanto, permanecem longe de estabelecer se a fonte dessas "mensagens" é o que Loeb especula - fugas de transmissores de tamanho planetário que estão alimentando sondas interestelares em galáxias distantes (GRIFFIN, 2017, p.1)

      As informações trazidas pela semiótica neste trabalho, apontam para mensagens e sinais compreensíveis pelo homem a partir do Acerco Cultural da Humanidade, ou das Escrituras Sagradas, de forma que a notícia acima apenas confirma o que se está fazendo aqui, só, que aqui, de forma que o homem possa alcançar a compreensão pela promessa de Deus à humanidade.
      Diante desta certeza, a matéria jornalística contribui para que a semiótica apresente mais uma evidência de mensagem, ao qual, nos juntamos ao coro para dizer, sim, há uma mensagem nos FRBs, mas não de alienígenas, mas do Amigo da humanidade, preocupado com um mundo que a cada dia se torna mais desumano.
     O Fenômeno dos FRBs por si só é um grande sinal no céu, como já afirmavam as Escrituras que haveria, mas, além deste que já foi tratado na segunda secundidade, agora é possível se vislumbrar um novo sinal no céu que constitui a décima primeira secundidade, a partir da leitura tratada no Apocalipse de São João: "Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés, e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar à luz" (Ap 12, 1-2).
      A semiótica aponta que mulher vestida de sol,  é a interpretação da mensagem do FRBs pelas Escrituras Sagradas, sendo eles o seu vestido de sol, que por sua vez, estão sob a guarda daqueles que professam a fé, no caso a Igreja, e, a Igreja que professa a fé fiel é simbolizada pela mulher.
      Para melhor entender a simbologia da mulher reproduzimos abaixo uma parte do texto que reflete a formação da humanidade pela estrutura semiótica da obra percepção da realidade, Tópico 4: A Relação de amizade Deus-homem no universo físico-metafísico (LUCIO FILHO, 2016). 


No segundo momento, a terra tem adamah, que são os diversos grupos constituídos de população formada por seres vindo do solo, ou adams, isto é, não formavam uma única população, mas diversos grupos espalhados pela terra, que se tornavam entre si estrangeiros, representado pela palavra Agar.
 E a população de estrangeiros sobre a terra, os Agar, dotada de afeto, produzem a energia da inocência que afeta o Deus-Mãe: Deus ouviu os gritos da criança (Gn 21,17), que cheio de comoção causada pelo elo da semelhança que liga a Mãe e filho no mesmo DNA do afeto, o puxa ou, o traz para si, tornando-o a "única criatura sobre a terra a ser querida por Deus por si mesma" (G.S., 24,3), e lhe dando a partir daí a percepção capaz de reconhecê-lo como seu Criador: Deus abriu os olhos de Agar (Gn 21,19), ou seja, adquirindo a partir daí a humanidade.
Esta característica insculpiu nos adamah agora com a humanidade portanto, formado por homens, o desejo de voltar a Deus: Deus não cessa de atrair o homem a si (CAT, 27, p. 21), com isso, os adamah com a humanidade e inocência, passaram a viver buscando o mesmo Deus nas mais diversas formas de expressão, com cultos e sacrifícios, sendo que para os cultos se formavam as igrejas que são representadas pela imagem da mulher pois, gera em seu seio uma relação mãe-filho: "como mãe solícita, ela nos prodigaliza também em sua Liturgia, dia após dia, o alimento da Palavra e da Eucaristia do Senhor" (CAT, 2040, p. 536), fazendo Deus se comover novamente pelo afeto (grifamos).
     Assim, a semiótica aponta nesta secundidade que o vestido de sol, se torna vestido por estar guardado como mensagem no seio da mulher, ou seja, Deus se comunica com o homem através da Luz que são os FRBs, que, por sua vez, suas mensagens são interpretadas pelas Escrituras, como a Palavra, o acervo cultural da humanidade, que forma uma coroa com 12 (doze) estrelas, ou seja, até 2012 houve 11 sinais de FRBs, e, neste mesmo ano, houve mais um, que pulsou seis vezes, embora seja contado pelos cientistas como seis sinais diferentes, foi de um único evento, totalizando 12 eventos, formando a coroa de 12 estrelas.
     A mulher tem a lua sob os seu pés, que a semiótica aponta para a nuvem do Senhor, que dissipará toda a divisão de coração, formando o esplendor da Glória, como traz São João:

A Cidade não precisa do sol nem da lua para ficar iluminada, pois a glória de Deus a ilumina e sua lâmpada é o Cordeiro. As nações caminharão à sua luz, e os reis da terra trarão a sua glória para ela.
Suas portas nunca se fecharão de dia, pois aí jamais haverá noite e a ela trarão a glória e o tesouro das nações (Ap 23, 23-26). 
     A semiótica não é capaz de apontar que a mensagem bíblica do Livro do Apocalipse, refere-se diretamente ao triunfo do coração de Maria como é defendido pelas tradições, mas, aponta claramente para a Igreja que professa a fé fiel, grávida nos dia de dar a luz, e, isto é tão evidente quase que elevando a secundidade para uma terceiridade. 
  
Décima segunda secundidade
 O fenômeno do fast radio bursts – FRB 121102, constitui dentre os demais FRBs, o maior mistério para a astronomia porque  é o único que pulsa, pois, enquanto os demais eram considerados meros eventos aleatórios provocados por supostos cataclismos, eis que surge ele, como um poderoso fenômeno, cujo poder da fonte de origem é inimaginável na mente humana, pulsando em 10 minutos diversos fenômenos de uma mesma fonte, com duração de 5 milésimos de segundo mas, com o brilho de 10.000 anos do sol, jogando por terra toda a teoria dos astrônomos, deixando-os constrangidos por não ter uma explicação científica para o fenômeno.
     Este constrangimento dos astrônomos não parece ser um acaso da ciência mas também uma mensagem contida naquele FRB cuja identidade é 121102, que, no  formato latino é 021112, remete à profecia de Isaías 2, 11-12 que diz:

Os olhos orgulhosos serão abaixados, a arrogância humana será humilhada. Nesse dia, somente o Senhor será exaltado.
Pois haverá um dia do Senhor dos exércitos contra todo orgulhoso e arrogante, contra todo aquele que se eleva e se engrandece;
     Outro fato que vem complementar a mensagem contida neste FRB, é que na data 02 de novembro de 2012, uma sexta feira, dia da semana em que Jesus foi crucificado, a liturgia celebrou o dia dos fiéis defuntos, dia dos mortos, que está diretamente ligado à ressurreição, o grande dia do Senhor: 
O dia da morte inaugura para o cristão, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento iniciado no Batismo, a “semelhança” definitiva à “imagem do Filho”, conferida pela unção do Espírito Santo, e a participação na festa do Reino, antecipada na Eucaristia, mesmo necessitando de últimas purificações para vestir a roupa inicial (CAT 1682).

     A encíclica Sacrosanctum Concilium também traz uma reflexão similar sobre isso fundamentando-se em Hb 1, 11-12:

Por isso, em Cristo «se realizou plenamente a nossa reconciliação e se nos deu a plenitude do culto divino» (11).
Esta obra da redenção dos homens e da glorificação perfeita de Deus, prefigurada pelas suas grandes obras no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão, em que «morrendo destruiu a nossa morte e ressurgindo restaurou a nossa vida» (12) (PAPA PAULO VI, SC nº 5)

     Através destes sinais é possível se constatar a presença de Deus na história do humanidade, não de forma imaginária, fantasiosa, teórica ou de uma teologia morta pela soberba do homem, mas de forma efetiva através de fatos reais, um Deus vivo, uma Palavra Viva, que se considerarmos que o fenômeno inicia com o Jubileu do milênio:

A coincidência deste Jubileu com a entrada num novo milenio favoreceu seguramente, sem cair em fantasias milenaristas, a percepção do mistério de Cristo no grande horizonte da história da salvação. O cristianismo é religião entranhada na história. Com efeito, foi no terreno da história que Deus quis estabelecer com Israel uma aliança e, deste modo, preparar o nascimento do Filho no ventre de Maria, « na plenitude dos tempos » (Gl 4,4). Visto no seu mistério divino e humano, Cristo é o fundamento e o centro, o sentido e a meta última da história. De fato, foi por Ele, Verbo e imagem do Pai, que « tudo começou a existir » (Jo 1,3; cf. Col 1,15). A sua encarnação, que culminou no mistério pascal e no dom do Espírito, constitui o coração pulsátil do tempo, a hora misteriosa em que o Reino de Deus passou a estar ao nosso alcance (cf. Mc 1,15), antes lançou raízes na nossa história como semente destinada a ser uma grande árvore (cf. Mc 4,30-32) (PAPA JOÃO PAULO II, Novo millennio ineunte, nº 5).

     O homem olha para a sua ciência, agarra-se a ela acreditando que nela está seguro, pois, pensa dominar os pensamentos de Deus, em sua mente, pensa que pode manipular a vida, crê que pode interferir na natureza, transgredir as leis, e que apesar disto, Deus nada interferirá, sua soberba cresce ao ponto de pensar que ele pode criar, destruir, roubar, matar, e Deus nada fará contra ele, ele pensa ser capaz de tudo , até mesmo dominar o próprio Deus, que diante de sua mansidão, já o trata com desprezo, pois crê que nada o atingirá.
     Mas, nestes tempos, Deus começa a mostrar-lhe seu esplendor, deixando-o constrangido, como um fracote diante de um gigante,  atormentado, cambaleando por suas teorias que morrem em si mesmos, sem produzir frutos: “O orgulho do homem será abatido, a arrogância humana será humilhada. Nesse dia, somente o Senhor será exaltado” (Is 2,17), apresentado com a décima segunda secundidade a promessa que a soberba do homem será humilhada.
 

 A primeira Terceiridade dos FRBs

     A terceiridade nos remete neste tempo de Natal, à mesma experiência da Epifania em que três reis magos identificam um sinal no céu, a Estrela de Belém, e quando se apresentam a Herodes dizem: Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem (Lc 2,2b), que se tornam  signos que dão um significado para a história da humanidade, como um convite que diz: Deus nos fala na história e nos chama a conversão, vamos ser palavras vivas proclamando a salvação [1] ou ainda, procurem ao Senhor enquanto ele se deixa encontrar (Is 55,6), diante de um anúncio da grande boa notícia, ou, diante da Boa Nova, que, confundindo os sábios mergulhados em tantas tragédias te diz: Alegrai-vos, Ele está bem perto, vou escutar o que diz o Senhor: Deus anuncia a paz ao seu povo e seus fiéis, e aos que se convertem de coração (Sl 85(84)). 

Um feliz Natal para você, longa vida ao Rei.

A segunda terceiridade dos FRBs


      Após o ciclo das festas da encarnação (Anunciação, Natal e Epifania) cujo significante criou o contexto da primeira terceiridade ao “comemorar o começo de nossa salvação e nos comunicam as primícias do Mistério da Páscoa” (CAT 1171), iniciamos o Tempo Comum, inspirados pela celebração do Domingo da Epifania que: “significa manifestação. É, pois, a manifestação de Jesus ao mundo, como salvador universal” (ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA, 2007, s/d, p. 3) [5]; ao mesmo tempo que, como reis magos, ao se acolher a manifestação de Deus em nós, significa que os povos distantes, ou seja, aqueles que não são judeus, só poderão reconhecer o Salvador, voltando-se os Judeus (CAT 528).
      Considerando as manifestação ou secundidades trazidas neste trabalho, isto não quer dizer que o cristão deste tempo presente, deva se converter ao judaísmo, mas sim lembrar uma tradição muito especial dos judeus, a peregrinação para a subida à Jerusalém.
Para isso, ao se voltar para a quarta secundidade, vamos nos deparar com o padrão de dispersão das ondas dos FRBs de 187,5, ou seja, de todas os FRBs já identificados da mesma origem ou não, guardam em si este padrão de frequência 187,5, tendo sido considerado naquela oportunidade, para a linguagem cristã, a identidade dos FRBs como o Espírito Santo.
      Por sua vez, o cristão se voltar para os judeus para reconhecer o Salvador (ibid.), na subida para Jerusalém para a festa da Páscoa, o padrão 187,5 guarda em si, a secundidade de seis meses 182,5 e cinco dias, levando-nos à Festa dos Tabernáculos que ocorre seis meses antes da Páscoa, e durava uma semana, para os Judeus celebrado em 15 de dezembro de 2016, antecedendo seis meses a Páscoa, que será celebrada em 16 de abril de 2017.
      Para o povo Cristão Tabernáculo quer dizer Sacrário, em que o Senhor se faz presente no Santíssimo Sacramento do Altar, que por sua vez, na quarta secundidade é referida pelo décimo (0,5 de 187,5), em que seis meses contados a partir do início do ano litúrgico chega-se o dia 1º de junho de 2017, quinta feira, dia de adoração ao Santíssimo Sacramento.
      Assim, a festa do Tabernáculo destaca os seis meses de caminhada para a Páscoa iniciado com o ciclo da encarnação, com sinais perceptíveis no céu, e continuando com a peregrinação do Tempo Comum dos Católicos, em que eles, ao se voltarem para os Judeus, isto é para a sua festa dos Tabernáculos, o significante recai sobre o símbolo desta festa para os Judeus, que é o dos: “40 anos de êxodo dos hebreus no deserto após a sua saída do Egito. Nesse período o povo judeu não tinha terra própria, eram nômades e viviam em pequenas tendas ou cabanas frágeis e temporárias” (FOS, 2016)[6], significando para o cristão, a sua mesma condição de peregrino neste mundo, mas agora, tendo diante de si, a manifestação de Jesus diante do mundo como Salvador Universal (ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA, 2007).
      Neste ciclo de encarnação, Deus, dos confins do universo, viaja bilhões de anos-luz, brilhando com milhares de sóis, na simplicidade do amor, para te dizer, eu te fiz semelhante a Deus, como um deus, e quero contigo restabelecer minha amizade, te apresentando uma mensagem profunda de amor, declarando um profundo amor sob faíscas, como o atrito da pedra sobre a rocha, para acender o coração do cristão.
      Diante disso, ele espera ser acolhido na alma do cristão, pois a comunicação não se consuma por um processo unilateral, monólogo de Deus para o homem, ao ponto de Deus falar e o homem apenas dizer: sim..sim...sim, ou simplesmente, acenar a sua cabeça afirmativamente ou negativamente, ou ainda, muda o olhar para o outro lado refletindo seus pensamentos, pois, a fé não se sustenta sem a reação, isto é apenas no imaterial, senão, poderia se afirmar que o poder de Deus é tão frágil como uma faísca insignificante, a ponto de seu Amor, provocar somente a reação frígida no homem, mas, ao contrário disso, para a festa dos Tabernáculos ele diz: “Durante sete dias ofereçam para o Senhor dos Exércitos, ofertas queimadas” (Lv 23,36).
      Neste Amor de Deus por nós, que as debutantes chamariam de manifestado “de forma muito dada”, pois, parece-nos nem mais ter dignidade, porque, diante de sua doce declaração, Ele se rebaixa diante da indiferença do homem convidando o cristão a viver o amor.
      Assim, o cristão é convidado a se voltar para a festa judaica dos Tabernáculos nestes tempos, como a reação contrita à esta explícita declaração de Amor: da mesma forma que para a festa dos Tabernáculos, o judeu reage à comunicação com Deus, através da subida para Jerusalém, deste os tempos antigos até hoje: “onde o povo de Israel peregrinava para o Templo de Jerusalém. Nos dias de hoje multidões entre 50 a 100 mil pessoas se reúnem aos pés do Muro das Lamentações participando da Benção dos Sacerdotes” (FOS, 2016) [6].
      Assim, a segunda terceiridade que a semiótica apresenta para esse Tempo Comum é que, diante da manifestação de Deus (Epifania pelas secundidades), o período até a Celebração da Páscoa é o de um retiro, da subida para Jerusalém, como proposto pelo Cardeal Ratzinger (2000) na interpretação do terceiro segredo de Fátima:
Assim agora a palavra-chave desta parte do « segredo » é o tríplice grito: « Penitência, Penitência, Penitência! » Volta-nos ao pensamento o início do Evangelho: « Pænitemini et credite evangelio » (Mc 1, 15). Perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé. Tal é a resposta justa a uma época histórica caracterizada por grandes perigos, que serão delineados nas sucessivas imagens (RATZINGER, 2000).
      Portanto, o cristão também precisa reagir a esta declaração de Amor de Deus para que a comunicação se complete, como já proferido por Paulo, na liturgia do Sábado da Primeira Semana do Tempo Comum: “Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno” (Hb 4,16).
      Reagir não é uma imposição de Deus, mas é um alerta de um Amigo, para mostrar ao cristão que diante de tanto esplendor, ele se reage como uma faísca que não se encandece, permanece apagado, enquanto Deus como a um isqueiro, roda suas engrenagens, produzindo contínuas faíscas, o homem permanece em um fogo frio, sem a euforia, pois ao contrário de São Paulo, ouvimos a a Palavra, buscamos nos aproximar, no entanto…. “sem a confiança”.
      Mas o que é ter confiança? É viver que Deus está ao teu lado, ou como diria Jesus: o Reino dos Céus está próximo, e estremecer nossos corações. Mas, para isso, é preciso crer com a alma, aquela que encandecida, reage à presença de Deus, se fazendo necessário para isso, se ter a fé, que é a graça da salvação, como na Palavra de Paulo, proclamada na liturgia do Segundo Domingo do Tempo Comum: “aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (Hb 4,16).
      Isto é, a fé é uma escolha da liberdade humana, mas não significa disponibilidade, pois ela não é inerente ao homem mas à graça de Deus, assim, para buscar esta graça, o homem deve procurá-la no canal de comunicação que há entre ele e Deus, isto é, em seu coração, a partir de si mesmo:
A recomendação conhece-te a ti mesmo estava esculpida no dintel do templo de Delfos, para testemunhar uma verdade basilar que deve ser assumida como regra mínima de todo o homem que deseje distinguir-se, no meio da criação inteira, pela sua qualificação de « homem », ou seja, enquanto «conhecedor de si mesmo » (PAPA JOÃO PAULO, II, 1998).
      E o conhecer a ti mesmo, significa que a fé deve partir de você mesmo como uma reação ao amor de Deus, para que se alcance a graça da fé, e o primeiro passo é: se deixar ser amado, crer em Deus é uma parte da graça da salvação, a outra, é se deixar ser amado por ele: “a Nova Lei é também denominada lei do amor, porque ela leva o agir pelo amor infundido pelo Espírito Santo e não pelo temor; uma lei de graça, por conferir a força da graça para agir por meio da fé e dos sacramento” (CAT 1972).
      A reação do amor não quer dizer que estas palavras devam estar neste momento, somente na mente e no coração do leitor, mas deve também, ser uma oferenda «queimada», isto é, ela precisa produzir a glória de Deus, a final, a luz não pode ser colocada debaixo da cama:
Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu (Mt 5,14-16).
      Ao longo do percurso da subida para Jerusalém, de agora a té a Páscoa, o homem precisa encandecer esta faísca, da mesma forma dita a Jesus por um mestre da Lei: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente” (Lc 10,27), isto é, vá no fundo de teu coração e sinta o calor deste amor que Deus está te declarando agora, não em palavras, mas em ardor, se deixe ser amado por Deus para que repita as Palavras de João: Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! (1Jo 3,1a), ao passo que quanto, permanecemos inertes a este Amor, é porque permanecemos distraídos com as coisas do mundo, e assim nosso ardor não produz uma comunicação com Deus: Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai (1Jo 3,1b).
      O deixar-se ser amado por Deus é o primeiro passo para a subida à Jerusalém, estabelecendo nesta caminhada, um processo de comunicação com Deus como aquele que foi definido por Santa Teresa D’Ávila em “um comércio de amizade entre alma e Deus, por quem se sente amada” (LIAGRE, 2003).
     Portanto, diante da grande manifestação do Amor de Deus por nós, que se declara de forma tão profunda, se faz preciso que a faísca encandeça no coração do cristão, queime, acenda nas almas, o Amor, ao contrário, ele ficará para olhando para o céu: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,11).
      A subida para Jerusalém hoje, é o caminhar do peregrino, dia a dia, em que Deus nos convida a uma comunicação diária com ele como forma de se desenvolver a fé paemitemili et credit evangelio (RATZINGER, 2006), pois, sem esta comunicação não teremos força para permanecer de pé: Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno” (Hb 4,16).

Terceira terceiridade

      Esse trabalho vem sendo realizado com a colaboração dos astrônomos, pois, na medida que eles vão apresentando seus conhecimentos, nos tarefa segue aprumando os novos dados com a liguagem cristã a partir do estudo da linguagem, isto é da semiótica.

     Analisando a publicação de Chawla et al, (2017), sob  título que traduzimos como uma busca pelas rajadas rápidas de rádio com a pesquisa de pulsar pelo GBNCC - A SEARCH FOR FAST RADIO BURSTS WITH THE GBNCC PULSAR SURVEY, em que é feita uma análise estrutural da composição dos FRBs já identificado, isto é, nenhum novo FRB é relatao, assim, a linguagem cristã conduz a semiótica à relatar o histórico sobre cada FRB já identificado.

Objetivo do trabalho

      O objetivo deste trabalho não é o de adivinhar os pensamentos de Deus, mas estabelecer uma relação lógica entre as nove secundidades anteriores e alguma mensagem contextual do fenômeno, criando uma ilustração como se Deus primeiramente se apresentasse por sinais e depois falasse ao homem, assim, a análise sob a linguagem cristã vem apresentar, quase como uma narrativa, contextos entre os fenômenos ocorridos e a liturgia que revela a caminhada de Deus e o homem na história deste Universo.
     É certo até mesmo pelo próprio mistério que constrange a ciência da astronomia, que os FRBs não estão ai para apavorar ou criar espetáculos, mas sobretudo, de acordo com toda coerência deste trabalho, em abrir um diálogo com a humanidade que se vê cambaleando, atônita, perplexa pelo sofrimentos, para isso, Deus se manifesta no universo e nos comunica por sua linguagem que chamamos de cristã.
Assim, o objetivo deste contexto histórico e apresentar subsídios para que o homem volte para si e veja onde está o real sentido da vida.

 Da metodologias

     Aos se fazer referência às metodologias aqui, espera apresentar ao leitor critérios que demonstram um trabalho criterioso, isto é, não é uma interpretação leviana, com o cuidado e consciência de que a metodologia de Deus é mistério diante da ciência comum, cuja metodologia esforça-se por apreender (aprisionar) os pensamentos de Deus sob o pretexto de domínio do homem.
     Ao fazer isto o critério para a linguagem foi vincular cada FRB respectivamente, com o Evangelho, e, a Primeira Leitura da data em que foram identificado, sendo que para o Evangelho primeiramente considerado o ano que serviu para para a definição da ordem cronológica e dos Tempo Litúrgicos.
Para o Evangelho foi considerado o ano e o mês, por exemplo 27.01.2001, foi considerado o Evangelho do Ano Litúrgico atual uma vez que o corrente ano litúrgico serviu de base para os sinais na linguagem cristã,  Capítulo 27, versículo 1.
A secundidade de cada leitura do Evangelho de Mateus é acompanhada pela liturgia da data do aparecimento de cada FRB, somente a Primeira Leitura e seus três primeiros versículos, por orientação do FRB  identificado em 29/07/2013, pois, não há capítulo 29, no evangelho de Mateus, conforme melhor detalhado no próprio histórico junto com os demais.

Histórico do FRB 010621 [7]

     A segunda identificação do FRB traz um reforço da primeira mensagem, como uma insistência para se dar ênfase sobre o dever de se estar abertos aos sinais dos tempos: Os discípulos foram, e fizeram como Jesus tinha mandado (Mt 21,6).
     E, a Liturgia do dia 21/06/2001 complementa o Evangelho de Mateus, enfatizando a abertura do coração do homem para Deus, e a firmeza na relação próxima de amizade, pois de longo se rompeu a amizade entre Deus e o homem, de forma que não parece mais haver fé sobre a terra:
Naqueles dias:  Senaquerib, rei da Assíria, enviou de novo mensageiros a Ezequias para dizer-lhe: Não te seduza o teu Deus, em quem confias, pensando:  Jerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assírios. Porque tu mesmo tens ouvido  o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações  e como as devastaram. Só tu te vais salvar?'(2Rs 19, 9b-11).

Histórico do FRB010724 - [7]

     O terceiro FRB traz como alerta para o homem,  que preste atenção à realidade que está vivendo no presente, uma percepção do ambiente à sua volta,  o mundo sem humanidade, um mundo com criaturas mas, deserto de homens: De fato, uma nação lutará contra outra, e um reino contra outro reino. Haverá fome e terremotos em vários lugares. Mas tudo isso é o começo das dores. (Mt 24,7-8).
     A mensagem do FRB espera com isso, suscitar no homem o desejo de mudança, ao mesmo tempo que atesta a autenticidade de sua Palavra revelada aos homens pelas Escrituras ao qual pedimos licença para incluir por nossa conta a seguinte citação: “conforme tinha anunciado desde outrora pela boca de seus santos profetas. É a salvação que nos livra de nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam” (Lc 1,70-71).
     Voltando-se ao critério inicial, a  liturgia do dia 24/07/01, reforça que a iniquidade do homem ultrapassou todos os limites e a Verdade já não suporta mais ser prisioneira da injustiça.
Naqueles dias: O Senhor disse a Abraão: 'O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim'. Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor (Gn 18,20-22).

Histórico do FRB090625
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     O quarto FRB apresenta um anúncio em que Deus se lembra da aliança com seu povo pela vinda do Senhor através dessa Luz, ou faísca. “No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Saiam ao seu encontro’ (Mt 25,6)
     Para isso, o Amigo alerta o homem para que o acolha como se acolhe um amigo que não se mostra perceptível, isto é, colocando seu coração vivo, sob uma amizade sustentada pela fé, pois, o homem está tão distraído, é preciso que desperte, aprenda a confiar novamente em Deus e tirar de si, a certeza de que a história está nas mãos do próprio homem, como no erro de Sarai, quando duvidou do poder de Deus, e achou que deveria resolver as coisas na miserabilidade de seus próprios atos.
Sarai, a mulher de Abrão, não lhe dera filhos. Mas, tendo uma escrava egípcia, chamada Agar, Sarai disse a Abrão: 'Eis que o Senhor me fez estéril. Une-te, pois, à minha escrava, para ver se, por ela, posso ter filhos'. Abrão atendeu ao pedido de Sarai. Depois de Abrão ter morado dez anos em Canaã, Sarai, sua esposa, tomou sua escrava egípcia, Agar, e deu-a como mulher ao seu marido Abrão (Gn 16,1-3).

Histórico do FRB110220
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     O quinto FRB, traz na linguagem cristã o convite de Deus para o homem retomar sua caminhada de esperança, diante de tudo que  até aqui, lhe parece perdido, retomando a sua caminhada de fé verdadeira. “e lhe disse: “Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo. Viu outros que estavam desocupados na praça, e lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha. Eu lhes pagarei o que for justo’ (Mt 20,2).
     Encha o teu coração como a alegria de uma criança, aqueça o teu coração com estivesse se nutrindo com a ternura do amor de tua mãe, veste tua melhor roupa, ponha o teu melhor traje, pois Deus te convida a testemunhar os seus prodígios ao resgatar novamente a fé na Verdade, como na liturgia do dia 20/02/2011, na Primeira Leitura que diz: Toda sabedoria vem do Senhor Deus. Ela esteve e está sempre com Ele. Quem pode contar a areia do mar, as gotas de chuva, os dias do tempo? Quem poderá medir a altura do céu, a extensão da terra, a profundeza do abismo? (Eclo 1,1-3)

Histórico do FRB110523
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     Apresentar oferendas justas para o Senhor, é o trabalho digno, em que o homem exerce o ofício, sem a inveja, sem a astúcia, sem o ciúme, sem a cobiça, mas tão somente pela Arte que abençoa o fruto da terra, convidando o homem a afastar-se da palavra morta, sem sentido, para absorver-se o Espírito da Palavra Viva: “Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Vejam como eles usam faixas largas na testa e nos braços, e como põem na roupa longas franjas, com trechos da Escritura” (Mt 23,5).
     Pois, diante da a palavra morta que mata a esperança e ilude o homem sobre a Verdade, o induz ao erro, gera intensamente a injustiça e, ainda, se irrita com a desonra de sua imbecilidade, e leva o seu próximo à morte é trazido pela  Liturgia do dia 23/05/2011:

Naqueles dias: A multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes,  mandaram açoitar os dois com varas. Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro  que os guardasse com toda a segurança. Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco. (At 16,22-24)

Histórico do FRB110626
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     Para o juízo farisaico o homem deve ser o mais belo, tanto que para se sentir mais perfeito, não se conforma com a Arte de Deus em seu corpo, e o picha com gravuras que lembram as paredes pixadas de prédios abandonados das cidades, que ao invés de engrandecer só o diminui ainda mais, se mostrando tão solitários e vazio quanto os prédios pixados e desocupados.
     Além disso, acreditam que o homem deve ser o mais inteligente, deve ser o mais bem sucedido, deve pagar em dia seus impostos, suas contas, ter posses e bens,  acreditando que nisso se consiste a perfeição em que está a salvação, pois, é ela própria, a recompensa de Deus, ao passo que, o justo para Deus é aquele que vive pela fé (Hb 10,38), isto é, ainda que ele não traga na prática a perfeição, mas no coração traz a lealdade com Deus, a fé lhe apagará as partes iníquas, justificando-o ou, sendo tomado por justo perante Deus cuja dignidade é resgatada, por isso, Jesus não era visto no meio dos idôneos, mas, perante aqueles que ao mundo do contexto moderno, estavam com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito - SPC, ou teve o a dívida protestada, ou abandonado em um hospital público, sem plano médico, com a dignidade perecendo num leito do Serviço Único de Saúde – SUS. “Jesus se encontrava em Betânia, na casa de Simão, o leproso” (Mt 26,6), ou seja, no meio daquele que o farisaísmo exclui, pelo orgulho e soberba.
     A fé por justiça ou santificação,  é o tema trazido por esse FRB, lembrando na Liturgia de 26/06/2011, o pai da fé, Abrahão que confiou em Deus uma retribuição, e a sua geração, que em Maria, confiando agora não mais pela retribuição, mas pela gratuidade que alimenta a disponibilidade de se fazer a vontade de Deus, renovou a Aliança com Deus, diante da espada que lhe atravessaria a alma,  a fé de Abrahão, que a firmou diante da promessa da Terra onde corre o leite e o mel. 
Naqueles dias: O Senhor disse a Abrão:  'Sai da tua terra, da tua família  e da casa do teu pai,  e vai para a terra que eu te vou mostrar. Farei de ti um grande povo  e te abençoarei:  engrandecerei o teu nome,  de modo que ele se torne uma bênção.  Abençoarei os que te abençoarem  e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;  em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!' (Gn 12,1-3)

Histórico do FRB110703
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     Este FRB  traz como alerta do enganar e ser enganado, há o astuto que sustenta seu parasitismo em enganar, e há o enganado que sendo hospedeiro do enganar, ao se ver sendo enganado, também quer agir como ele, como se gostasse do jogo de blefar. Assim, muito embora sabe da Verdade, acredita que pode tirar proveito do errado, como o governante corrupto que acredita que o povo que lhe mantém no poder, pela mesma corrupção social, prostituindo-se os valores sociais, e os governados, gostando de ser enganados, aprovam a corrupção de seu governante, e o reelege para um mandato infinito ”quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: ‘Raça de cobras venenosas, quem lhes ensinou a fugir da ira que vai chegar?’ (Mt 3,7).
     Mas a Verdade que nunca apagou no coração do homem sempre o faz buscar a Verdade, despertando-lhe a consciência de que ela é que deve prevalecer em seu coração, com traz a Liturgia de 03/07/2011:
Irmãos: Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor.(Ef 2,19-21)

Histórico do FRB120127
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     A hiprocrisia, a enganação, a ilusão, o faz de conta, é como um parasita que encobre o coração do homem, e ele muitas vezes se recusa a se olhar para si próprio, olhar para si como se olha em um espelho, e por isso, seu conforto está em afastar aquilo que lhe incomoda: “De manhã cedo, todos os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para o condenarem à morte” (Mt, 27,1).
     Sob o velho discurso “é a lei”, em que o homem se oculta na sua conveniência desleal, sob discursos de que embora imoral, é o legal, ou também, aos amigos tudo e aos inimigos a Lei, liturgia de 27/01/2012:.
Irmãos: A Lei possui apenas o esboço dos bens futuros e não o modelo real das coisas. Também, com os seus sacrifícios sempre iguais e sem desistência repetidos cada ano, ela é totalmente incapaz de levar à perfeição aqueles que se aproximam para oferecê-los. Se não fosse assim, não se teria deixado de oferecê-los, se os que prestam culto, uma vez purificados, já não tivessem nenhuma consciência dos pecados? Mas, ao contrário, é por meio destes sacrifícios que, anualmente, se renova a memória dos pecados (Hb 10,1-3),

Histórico do FRB121002
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     Mas o Senhor se lembrou do clamor de seu povo, O Deus de Abrahão, Isaac e Jacó, se lembrou da aliança com seu povo e um sinal lhes foi dado. “Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria” (Mt 2,10).
     E novamente lembrou da promessa da Terra da Justiça convidando o homem a retomar a lealdade de sua amizade com Ele na liturgia de 02/10/2012:
Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões,  e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. (Ex 23,20-22).

Histórico do FRB121102
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     Neste FRB é mostrado os amigos de Deus, revelado pela obediência, paz e alegria dos reis magos, honrando a Deus, diante das agitações do reino de Herodes: “Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e lhe prestaram homenagem. Depois, abriram seus cofres, e ofereceram presentes ao menino: ouro, incenso e mirra”. (Mt 2,11).
     Mas esse mesmo Herodes  se esforça para sustentar um reino que está se desmoronando como aponta a liturgia do dia 02/11/2012:
Eu, Daniel, 'Tive uma visão durante a noite; eis que os quatro ventos do céu  revolviam o vasto mar e quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, emergiam do mar.  O primeiro era semelhante a um leão, e tinha asas de águia; ainda estava olhando,  quando lhe foram arrancadas as asas;  ele foi erguido da terra e posto de pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem (Dn 7, 2-4).

Histórico do FRB130626
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     A qui é repetido Evangelho do sétimo FRB, apesar de tratar do mesmo tema que são os valores para o homem, a ostentação, a aparência, com isso, noite e dia ele vive o ciclo, produzir  para gastar, gastar para empregar, empregar para produzir, não lhe resta mais valores ou tempo, e a palavra morta é o seu sustento, que lhe enche o coração de vazio e solidão, e, o comportamento de Jesus é mais sinal de miséria do que de Vida: “Jesus se encontrava em Betânia, na casa de Simão, o leproso” (Mt 26,6).
     Diante disso, muito se fecham, e não abre oportunidade para escutar algo novo, muito menos para receber um amigo ainda que este amigo, tenha vindo de longe, ainda que este amigo seja o próprio Deus, pois sempre estão compromissado com um cliente, um gerente ou um parente.
Naqueles dias: disse o Senhor a Elias: vai e unge  a Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar. Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: 'Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei'. Elias respondeu: 'Vai e volta! Pois o que te fiz eu?  (1Rs 19,16b-20).

Histórico do FRB130628
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     E ao se fecharem em si, com o vazio da alma, buscam um sinal, buscam ver Deus, nas compras dos shoppings que lhe aliviam as angústias, nas passagens de ano nas praias que camuflam suas dores, e alimentam suas esperanças de posse, bens, nos encontros familiares que não se realizam sem o comprar. Suspiram para um sinal de Deus, desejam ver Deus, procuram Deus, mas com um coração distante de Deus não encontram Deus: “Ele não está aqui. Ressuscitou, como havia dito! Venham ver o lugar onde ele estava.” (Mt 28,6-8)
      Correm para os templos do mundo, da Europa, Améria, Ásia, de carro, avião, a pé, motocicleta, biclicleta, mas não conseguem encontrar Jesus pois o Deus não se encontram em seus corações, assim o que conseguem ver são os resquícios dos Santos, mas continuam vazios, ao qual pedimos licença ao leitor, para complementar esse contexto,  com uma leitura incluída por nossa conta: Jesus disse aos discípulos: “Chegarão dias em que vocês desejarão ver um só dia do Filho do Homem, e não poderão ver.  Dirão a vocês: ‘Ele está ali’ ou: ‘Ele está aqui’. Não saiam para procurá-lo. Pois como o relâmpago brilha de um lado a outro do céu, assim também será o Filho do Homem (Lc 17,22-24).
     Esta ausência, este vazio, esta violência, esta tristeza é a falta da inclusão de Deus na história da Vida pelo homem, que padece da doença, sofre a violência, alimenta a covardia, como um castigo, mas na verdade é o peso de seus próprios erros e pede ao homem que seja leal consigo mesmo e não veja como um desgraça mas como o seu próprio erro:
Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós  e para todas as tribos  que eu retirei do Egito:  'Dentre todas as nações da terra,  somente a vós reconheci;  por isso usarei o castigo  por todas as vossas iniqüidades.  Se duas pessoas caminham juntas,  não é porque estão de acordo?

Histórico do FRB130729
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    O décimo quarto FRB ele se destaca dos demais pois ele não traz o Evangelho, assim o faz para que esse autor pudesse definir a metodologia de interpretação da linguagem a partir das Primeiras Leituras, pois, inicialmente, estava se considerando tão somente os evangelhos.
     Por sua vez a liturgia do dia 29/07/2013, na Primeira Leitura (1Jo 4-7), apresenta para esse FRB a terceiridade do alerta de que a relação do homem não pode ser apenas uma relação com Deus, mas também com seu próximo, nisto consiste a Aliança com Deus, a amizade Deus-homem e a amizade homem-e seu-próximo.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele (1Jo 4,-7-9).

Histórico do FRB131104
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    A lealdade à esta amizade é uma caminhada que muitas vezes o homem é tentado a desviar, ou pela cobiça de se apropriar dos bens do Amigo, ou pelo egoísmo que nos impede de agir sem as conveniências e o interesse próprio, e este FRB traz como sinal a ser seguido o exemplo da determinação de Jesus em manter sua lealdade com Deus Então o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e serviram a Jesus. (Mt 4,11).

A dignidade de tão alta Amizade muitas vezes é cravejada, sim, calcada com cravos, com tanta miserabilidade, mediocridade, exercida com a escória de valores, deserto de homens, por isso, há um novo apelo. Na liturgia de 04/11/2013,
Sede meus imitadores, irmãos e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas (Fl 3,17-19).

Histórico do FRB140514
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Este FRB como um penhor à promessa de Deus, quer dar uma garantia de que aquele que se mantém leal a Deus, tem sua vida em abundância: Felizes os mansos, porque possuirão a terra (Mt 14,5).
E se a Verdade se fez prisioneira da injustiça não foi porque Deus quis ver o homem sofrer, mas, porque deu a ele todas as oportunidade para resgatar sua amizade, cabendo a ele querer ou não, escolher se deseja esta amizade
Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse: "Irmãos, era preciso que se cumprisse o que o Espírito Santo, por meio de Davi, anunciou na Escritura sobre Judas, que se tornou o guia daqueles que prenderam Jesus. Judas era um dos nossos e participava do mesmo ministério. De fato, no livro dos Salmos está escrito: 'fique deserta a sua morada, nem haja quem nela habite!' (At 1,15-17.20).

Histórico do FRB150418
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     O histórico deste FRB vem mostrar que a humildade, a ingenuidade, a pequenez não se trata de um obra que merece medalha, mas como na ingenuidade de criança, devemos manter a nossa certeza no Amor de Deus, na amizade dele para conosco ”Quem se abaixa, e se torna como essa criança, esse é o maior no Reino do Céu (Mt 18,4).
     Para isso nosso relacionamento com Ele deve ser permanente, tanto no templo, onde há um ministério da Lei, com o sacrifícios oferecidos por sumos sacerdotes, quanto para o ministério dos Gentios, para que não se permaneça apenas olhando para o céu, em que a Palavra é vivida pelas obras, como na parábola do bom samaritano.
Naqueles dias: o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: 'Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa (At 6,1-3).

Histórico do FRB150807
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     O histórico aqui se mostra com o convite da certeza da fidelidade e lealdade do Amigo, como aqueles que carregam em sim o dom da gratuidade e da disponibilidade, eleva seu coração para a esperança naquele que é o seu Redentor: “Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta (Mt 7,8).
Este convite é repetido na Liturgia do dia 07/08/2015, quando lembra o homem que ele não vai conseguir ver nestes tempos um super-homem voando no céu, ou um super-herói escalando prédios, voando em armaduras, ou como em criaturas mutantes obscuras, pois   o amigo é movido pela fé, que por confiar,  só o faz ver as obras de Deus na história, isto é, depois que já passou e ele olha para o passado.
Moisés falou ao povo dizendo: Interroga os tempos antigos que te precederam,
desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus, se houve jamais um acontecimento tão grande, ou se ouviu algo semelhante. Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo?  Ou terá vindo algum Deus escolher para si  um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios,
por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores,
como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? (Dt 4,32-34).


Quarta terceiridade



O ideal para um novo Reino



     Diante dos signos apresentados pelos FRBs, ao se aplicar a linguagem cristã, a primeira sensação que bate no peito do cristão é de um fenômeno apocalíptico, mas, não o da revelação, e sim, o da prestação de contas, o de julgamento, o temor, pois isso, se faz necessário esclarecer a partir da própria semiótica, qual a base do Reino de Deus que se funda na aliança eterna de amizade entre Deus e o homem, que colocamos aqui como a quarta terceiridade.

     O Reino de Deus na terra é invocado por milhões de fiéis diariamente nas suas orações quando rezam: “...venha nós o vosso Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Cuja promessa dada é a Vida em um Reino de Paz, Justiça e Amor.

Diante do contexto presente vivemos o oposto, pois, o homem decidiu que ele tem o conhecimento de tudo, e, por isso, tudo está sob as suas mãos, e, Deus não deve mais se meter em suas ações.

     Com isso, afrontou a natureza, extinguiu muitas espécies, escravizou as pessoas, e onde era para ter a Justiça há a opressão, onde era para se ter a Paz, se tem a covardia violenta, onde era para se ter o Amor se tem a indiferença, onde era para se ter a vida se tem mortos que se afastaram de Deus.

     Um mundo poluído, em que o alimento é amargo, a água é amarga, a vida é amargurada pela opressão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado..” (Gn 18,20)

     Deus ouvindo o clamor de seu povo, lembrou de sua aliança de amizade (Ex 23b-24), e com a gratuidade pela redenção: “todos pecaram e se privaram da glória de Deus” (Rm 3,23), resgata a dignidade da humanidade na promessa que diz para estes tempos:

Dias virão em que o monte da casa do Senhor, será estabelecido no mais alto das montanhas e se alçará acima de todos os outeiros. A ele afluirão todas as nações, muitos povos virão, dizendo: ‘vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó para que ele nos instrua a respeito dos seus caminhos e assim andemos nas suas verdas ’” (Is 2,2-3).

     Ao se voltar para o trecho que diz: ….o monte da casa do Senhor, …. vem trazer aos cristãos que, o monte de casa do Senhor, é a luz que brilhou para todos os homens e, os véus que cobriam a alucinação de seu coração, produzida pela árvore da ciência será removido, ou seja, há tão somente uma Verdade, a do Evangelho.
     Essa Verdade única derrubará a multiplicidade de teses e monografias, que semeiam a cizânia no coração dos homens e rejeitam a Deus, pois a soberba do conhecimento deixa-os confusos ou, aprisionando a Verdade,  e dizem que não é Deus quem cria, ma  sim, cada um, como se cada um fosse o dono de sua verdade.

     Assim o monte da casa do Senhor brilha nos olhos do homem e deixa claro o sentido da Vida que é a Verdade, ou seja Jesus, pois ele diz: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

     O trecho da Profecia de Isaías seguinte diz: …. e será estabelecido no mais alto das montanhas, e se alçará acima de todos os outeiros... Para compreender isso, nos valemos da história do início do cristianismo, no momento de sua formação em que ele era profundamente rejeitado e, aqueles que se atreviam a segui-lo, corriam risco de serem assassinados, e, na época de Cristo, estavam sob o jugo do poderoso Império Romano, que se mostrava invencível, e, viria a fazer espetáculos em arenas, se divertindo ao ver os cristãos serem devorados por feras.

     Pois este reino de morte, é o mesmo reino que se transformaria em vida quando, no mais alto das montanhas, alçando acima de todos os montes, um sinal é dado a Constantino, no céu, uma luz, que uns dizem ser a Cruz, outros dizem ser o sinal do Crisma:
Constantino, que por sua vez declarou-lhe guerra e, na véspera da batalha decisiva, teve um sonho, no qual lhe apareceu o símbolo do crisma. Ordenou que o símbolo fosse pintado nos escudos de seus soldados, e no dia 28 de outubro de 312 derrotou as tropas do rival Maxêncio, episódio conhecido como a vitória de Ponte Mílvio. Entretanto, há questionamentos sobre o relato, pois a principal fonte, Vida de Constantino, de Eusébio de Cesareia,apresenta versões diferentes sobre o que teria sido visto pelo imperador no sonho, uma cruz ou o crisma (VEYNE apud VIRGOLINO, 2012, p. 138-139).
     Para este trabalho, tanto o sinal do crisma como a cruz trazem significante, pois o sinal do crisma é exatamente o sinal apresentado neste trabalho na quarta e oitava secundidades, quando se interpretou a frequência de dispersão dos FRBs de 187,5, como uma identidade divina e o destino da Luz, o Espirito Santo, o relâmpago, a luz igual a de Constantino.

      A Cruz, ou para muitos xptos, leva à Verdade, ou seja, ao monte do Senhor, no caso de Constantino, o monte do Senhor elevado sobre o mais elevado monte, que mudou a história do mundo ruindo um reino invencível e instalando o Reino de Deus sobre Terra.

     No entanto, este reino se afastou do primeiro amor (Ap 2,4) e novamente criou entre o homem e Deus um abismo cuja morte parece triunfar, mas, novamente no céu os astrônomos vêem relâmpagos a cruzar o espaço sideral rasgando a Via Láctea, como se a Verdade estivesse sob novamente sobre o mais alto do céu para que todos a vejam, e é, senão a Cruz, é o sinal do Crisma, pois, esse relâmpagos, já nos deu a sua identidade divina que é 187,5 e também o destino da Luz.



     Para falar sobre a cruz, valendo-nos do senso comum deste autor, que também integra a pesquisa (LUDKE e ANDRÉ, 2013), sobre a cruz, ela traz a lembrança aqui, do número sete, porque na caminhada deste autor para a realização do trabalho, um texto comum, disse em algum lugar, que o número sete significa a perfeição entre o céu e a terra. Não sei se isto é verdade, mas me trouxe um sentido muito profundo, porque na mesma fonte, ele dizia que o número três é a trindade e o número quatro é o mundo. 
    Não temos a pretensão te incluir neste trabalho a numerologia ou cabala, apenas relatamos um acaso ou providência, que serviu de inspiração para a interpretação, pois, no número três se vislumbrou a perfeição da Aliança entre Deus e Cristo como homem, e no quatro que é o mundo, a aliança de amizade entre o homem e o homem, que somando o resultado chega-se sete.

     Iniciando a análise sobre o representação pelo número três, isto é sobre Deus e Cristo como homem, da mesma forma, este autor acompanhou alguns discursos sobre qual deveria ser o símbolo perfeito da cruz, cuja celeuma sobre o símbolo perfeito da cruz recai sobre aquele que tem o Cristo pregado nela, ou aquela lisa, sem qualquer imagem. Para alguns deveria ser esta última, pois se Cristo ressuscitou não poderia continuar pregado nela.

     Não há dúvida de que a cruz lisa, sem imagem representa o divino, a Verdade. Sendo assim, o que representaria a cruz com a imagem?

     Para responder esta questão nos valemos mais uma vez do senso comum do autor (Ibid.), a Aliança Deus-homem em Cristo, o três,  para este autor, representa o símbolo da cruz com o Cristo pregado nela, pois, sendo a cruz lisa, o símbolo divino da Verdade, Jesus amando profundamente o homem não quiz que fosse lembrado como Deus, mas também como homem:  Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado (Jo 3,14), entregando-se ao amor e por amor elevou olhos para o céu e disse, Pai….perdoai-os, eles não sabem o que fazem (Lc 23,34) e, se abraçou à Cruz, sendo pregado nela, com o sinal divino da Verdade  ao mesmo tempo com o sinal da fragilidade humana, para que, elevando-se e, ao se deixar ser visto no mais alto dos montes, possa regastar seu amigo da morte, pois, sendo Deus, sofre como homem, reconhecendo o sofrimento de cada um, por isso, se tornou capaz de interceder por nós (Hb 2,18), dizendo para Deus, estarei com eles todos os dias de todos os tempos (Mt 28,20).

     Assim, se temos a verdade no céu….Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome…., simbolizado por uma cruz que brilha num relâmpago a relação de Deus com o homem é divina e humana, pois estando junto com o homem Ele intercede pelos amigos, por conhece seus sofrimentos na própria carne…..venha nós ao vosso Reino, e, que a Verdade se estabeleça….seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

     Portanto, não sabemos como será restabelecido o Reino, pois a experiência com Deus é graça que alimenta e não algo apenas esotérico, místico, em um mundo obscuro, como um quadro de parede para se admirar, devendo ocorrer a cada tempo.
    Mas como um projeto de administração política, Deus nos antecipa aonde iremos chegar isto sim, a promessa foi reiterada pelo próprio Deus, a Vida no Reino de Paz, Justiça e Amor não em relações virtuais, isto é, como se as coisas flutuassem no abstrato, mas sobre o firmamento,  isto é uma relação clara e concreta entre a amizade de Deus e o homem e e entre o homem e o homem.
    Por fim, no que se refere a quando, a Palavra diz: “O reino dos céus está próximo”, levand-nos a palavra de João que diz, quem tem inteligência que entenda (Ap. 13,18).


NOTAS  

[1] O trindade: canto de comunhão da Campanha da Fraternidade de 1989. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. 
[2] Como o suicídio de funcionária exausta levou à renúncia o presidente de gigante japonesa. In BBC Brasil – Internacional – Edição Online 29 dez. 2016. Disponível em <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38461828>. Acesso em 31 Dez. 2016.
[3] Bíblia Pastoral – Editora Paulus. 
[4] DALCEGIO, scj. Padre Felipe (Pároco). Homilia da Epifania em 08.01.2017, celebração das 7:00 horas, Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Taubaté – SP - Brasil. 
[5]. Ciclo de Natal. In Documento. Arquidiocese de Goiânia, s/d. Disponível em <http://arquidiocesedegoiania.org.br/liturgia/images/pdf/documentos%20liturgia/Ano%20Liturgico%20-%20Ciclo%20do%20Natal.pdf>. Acesso em 16 jan. 2017.
[6] FOS – Friends of Sion. A festa de sucot, - out/2016. Disponível em <http://friendsofsion.org/br/index.php/2016/10/22/a-festa-de-sucot/>. Acesso em 16 jan.2016.
[7] Swuinburne Pulsar Group. Disponível em <http://www.astronomy.swin.edu.au/pulsar/frbcat/>. Acesso em 27 jan. 2017.

REFERÊNCIAS



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CARDOSO, Sílvia Helena, PHD. Comunicação entre as células nervosas. Universidade Estadual de Campinas. Disponível em < http://www.cerebromente.org.br/n12/fundamentos/neurotransmissores/neurotransmitters2_p.html>. Acesso em 23 jan. 2017. 
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P. CHAWLA, V. M. KASPI, A. JOSEPHY, K. M. RAJWADE, D. R. LORIMER, A. M. ARCHIBALD, M. E. DECESAR, J. W. T. HESSELS, D. L. KAPLAN, C. KARAKO-ARGAMAN, V. I. KONDRATIEV, L. LEVIN, R. S. LYNCH, M. A. MCLAUGHLIN, S. M. RANSOM, M. S. E. ROBERTS, I. H. STAIRS, K. STOVALL, J. K. SWIGGUM and J. VAN LEEUWEN. A search for fast radio bursts with the GBNCC pulsar survey. Disponível em https://arxiv.org/pdf/1701.07457.pdf>. Acesso em 27 jan. 2017.
FÉLIX, Luciene. Charles Senders Peirce: lógica pragmática. In Conhecimentos sem fronteiras – artigos de filosofia. Disponível em <http://www.esdc.com.br/CSF/artigo_2007_05_logica.htm>. Acesso em 28 Dez. 2016. 
GIBNEY, Elizabeth. Why ultra-powerful radio bursts are the most perplexing mystery in astronomy: strange signals are bombarding Earth. But where are they coming from? In Nature – International Weekly Journal of Science. Online editon 28 jun. 2016. Disponível em <http://www.nature.com/news/why-ultra-powerful-radio-bursts-are-the-most-perplexing-mystery-in-astronomy-1.20175>. Acesso em 31 Dez. 2016. 
GIBNEY, Elizabeth. Long-sought signal deepens mystery of fast radio bursts. In Nature News, 17 nov. 2016. Disponível em <http://www.nature.com/news/long-sought-signal-deepens-mystery-of-fast-radio-bursts-1.20993>. Acesso em 18 dez. 2016. 
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Comentários

  1. Laurentino,

    Sem dúvida, compreender a linguagem, a comunicação e a semiótica sob o prisma do cristianismo é interessante. O que me entristece é que, diante de tamanha força que temos, por meio da linguagem, cada vez mais estamos fazendo o mal. Talvez se, de fato, pudermos compreender a essência do que seja a linguagem, e, nela, a divina, nos entendamos a nós mesmos como signos produtores de sentidos e vivências, para, a partir disso, nos tornamos seres bem melhores!

    Bom saber que você tem um blog!

    Um abraço fraterno,

    Gilvan Soares

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Gilvan pela contribuição. Alegre-se, a promessa de que a escuridão do entendimento do homem será desvendada, mostra sinais de que será cumprida...Alegremos.

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